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A empresa Monohm dos Estados Unidos colocou hoje em pré-venda o Runcible, o seu curioso smartphone circular – um dos celulares mais estranhos dos últimos tempos. O dispositivo pode ser adquirido por prços a partir de US$ 400, e está previsto para começar a chegar aos compradores em setembro. 

O design do Runcible é diferente de praticamente todos os outros dispositivos do mercado. Ele tem uma tela redonda de 2,5 polegadas de diâmetro e resolução 640×640 píxels, mas a intenção da empresa não é que ele seja usado como smartphones tradicionais. A empresa chega a se referir a ele como um “anti-smartphone”. 

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Em vez de notificações, o Runcible mostrará aos usuários “resumos claros de suas vidas digitais”, nas palavras de seus criadores. Além disso, de acordo com a empresa, o aplicativo de mapas do smartphone dará sugestões de caminho que levam em consideração mais a beleza do trajeto do que sua rapidez.

Seu sistema operacional, chamado de “BuniOS”, foi desenvolvido com base no Android 5.1, mas com modificações pesadas – tanto que o aparelho não terá acesso à Play Store do Google. Ele virá com alguns apps específicos para navegação e câmera, com uma ênfase maior em controle por gestos do que na interação via tela sensível ao toque. Fora isso, o dispositivo tem processador Snapdragon 410, 1GB de RAM, 8GB de armazenamento e câmera de 7MP. O anúncio de sua pré-venda pode ser visto abaixo:

Caminho sinuoso

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Não foi fácil para a Monohm chegar até a pré-venda do Runcible. Isso porque, inicialmente, a empresa estava pensando em usar o FirefoxOS, sistema operacional para dispositivos móveis da Mozilla. Para isso, ela buscou uma parceria com uma fabricante de processadores que funcionavam bem com aquele sistema operacional.

No entanto, pouco após o início da parceria, a empresa deixou de fabricar os processadores que a Monohm pretendia usar. E, logo em seguida, a Mozilla parou de desenvolver o FirefoxOS, deixando o Runcible subitamente sem processador e sem sistema operacional.

Nesse momento, os dois sócios restantes da empresa pensaram em desisitir, mas decidiram seguir adiante com a ideia, trazendo o desenvolvimento do dispositivo para o Android. Apesar de sua dedicação, no entanto, eles ainda não sabem ao certo o resultado que o Runcible terá no mercado. “Não sei se vamos lidar com centenas, milhares ou dezenas de milhares”, disse Aubrey Anderson, CEO da Monohm, em entrevista ao The Verge.