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O sistema de piloto automático da Tesla pode não ser o responsável pelo acidente fatal que ocorreu com um carro da marca no mês passado. Isso porque, de acordo com o CEO da empresa, Elon Musk, o recurso não estava ativado quando o acidente aconteceu. 

Segundo Musk, a “caixa preta” do veículo revelou que o piloto automático não estava ativado no momento do acidente. Ainda de acordo com o CEO da Tesla, o acidente não teria acontecido caso ele estivesse ativado. Musk comunicou as informações por meio de sua conta no Twitter:

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Na época da tragédia, a empresa ressaltou que o piloto automático dos carros vem desativado por padrão. Para ativá-lo, o motorista precisa ler e concordar com um aviso de que o sistema ainda está em fase pública de testes beta. O motorista ainda precisa se declarar ciente de que deve “manter as mãos no volante o tempo inteiro” e “manter o controle e a responsabilidade sobre seu veículo”.

Ainda assim, a empresa foi alvo de muitas críticas após o acidente. A Administração Nacional de Segurança de Tráfico nas Estradas chegou a abrir uma “avaliação preliminar” sobre o sistema de piloto automático da empresa depois do ocorrido.

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Mais detalhes

O Jalopnik conseguiu falar com um representante da Tesla, que ofereceu mais informações sobre a forma como o acidente se deu. Segundo a empresa, o piloto automático foi usado periodicamente durante os últimos 50 minutos de condução do veículo. A última vez foi 40 segundos antes da colisão, quando o sistema não detectou as mãos do motorista sobre o volante, e começou a enviar sinais de som e imagem para que ele retomasseo controle:

“Quando o motorista não respondeu a 15 segundos de avisos, o Autosteer começou um procedimento de aborto no qual a música é desligada, o veículo começa a desacelerar e o motorista é instruído por visão e som a por as mãos no volante. Cerca de 11 segundos antes da colisão, o motorista respondeu e retomou o controle segurando o volante, girando-o à esquerda e apertando o acelerador até 42%”, diz o comunicado.

“Mais de 10 segundos e 300 metros depois, sob controle manual, o motorista saiu da pista, colidiu com uma barreira, corrigiu a direção excessivamente para o lado oposto, atravessou as duas pistas da auto-estrada, bateu em outra barreira e capotou o veículo”, continua.