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A Drive.ai, uma empresa nova e pequena formada por ex-alunos do laboratório de inteligência artificial da Universidade de Stanford, está criando uma linguagem para que carros autônomos se comuniquem entre si e com outros motoristas e pedestres. A ideia da empresa é aumentar a segurança e a naturalidade com a qual as pessoas interagem com os veículos autônomos.

Motoristas e pedestres se comunicam por meio de setas, luzes, buzinas e gestos. Os carros autônomos, contudo, não têm essas mesmas capacidades de comunicação. Isso pode causar problemas quando eles precisarem dividir as ruas com outros motoristas humanos e pedestres. A drive.ai procura criar maneiras de facilitar essa comunicação.

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Para realizar esse objetivo, a empresa pesquisa maneiras pelas quais os carros autônomos poderão comunicar suas intenções aos pedestres e usuários. Uma delas, que pode ser vista acima, é um letreiro que informa aos pedestres que é possível atravessar com segurança, ou que o carro pretende acelerar.

Primeiros robôs sociais 

Segundo a CEO e fundadora da empresa, “carros autônomos serão os primeiros robôs sociais com os quais as pessoas vão interagir”. Por isso a importância de permitir que a comunicação entre as partes se dê de maneira precisa.

“O que nós pesquisamos é como é possível substituir todas as informações sociais que os humanos dão uns aos outros e como é possível construir transparência e confiança”, explica Reiley em entrevista ao ReadWrite. O plano da empresa é criar esse sistema de comunicação e incluí-lo em sua plataforma de pilotagem automática, que então será vendida a fabricantes de automóveis.

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Redes neurais e outras técnicas de aprendizagem de máquina são utilizadas para ensinar a frota de carros da Drive.ai a dirigir melhor. As montadoras poderão utilizar essa tecnologia para criar seus próprios carros autônomos e serviços, já que, a princípio, a empresa de Reiley não pretende fabricar carros ou lançar um serviço semelhante.

Futuro próximo

Garantir a boa comunicação entre carros autônomos e outros motoristas e pedestres é uma preocupação relativamente urgente. A Uber, por exemplo, já está começando a testar carros autônomos em sua frota na cidade de Pittsburgh, o que causou preocupação entre os motoristas da cidade.

Também o Google e a Tesla estão trabalhando em tecnologias semelhantes. O Google também está testando carros autônomos, que já se envolveram em uma série de situações inusitadas e provocaram acidentes por falta de comunicação. A Tesla, por sua vez, uma a tecnologia de direção automatizada em seu sistema de “piloto automático”, que já se envolveu em um acidente fatal.