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Um funcionário descontente tentou se suicidar no prédio que serve de sede para a Amazon em Seattle nessa segunda-feira, 28. Segundo reporta a Bloomberg, o funcionário, que não teve seu nome revelado, vinha tentando ser transferido para outro departamento, mas ao invés disso acabou incluído no plano de melhorias da Amazon, o que significa que ele estava em observação e poderia ser demitido.

Descontente com a forma como a sua situação vinha sendo conduzida, ele enviou um e-mail a centenas de colegas sugerindo que poderia tomar uma atitude drástica. A ameaça se concretizou na manhã de ontem, quando ele se atirou de cima do prédio — que tem 12 andares.

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Felizmente, a pessoa sobreviveu à queda. Não se sabe qual é o seu estado de saúde, mas a Bloomberg diz que ele foi levado a um hospital local.

O caso trouxe a lembrança de que, em 2015, a Amazon foi exposta por uma reportagem do New York Times segundo a qual seus funcionários eram tratados de forma predatória. De acordo com o jornal, os colaboradores eram incentivados a passar por cima uns dos outros para avançar na cadeia produtiva, o que foi classificado pelo CEO Jeff Bezos como um punhado de “anedotas isoladas”.

A Amazon não é a única companhia de tecnologia a entrar nos holofotes devido ao seu ambiente de trabalho. A Microsoft também já levantou reclamações por usar um sistema de avaliação que acabava gerando estresse, e chefes como Steve Jobs (Apple) e Steve Ballmer (Microsoft) fizeram fama por seus temperamentos explosivos.

O exemplo mais drástico é o da Foxconn, principal fornecedora da Apple mas que também atende várias outras empresas do setor. Em 2012, cerca de 300 funcionários de uma unidade da Foxconn que montava Xbox 360 teriam ameaçado cometer suicídio coletivo, e nos anos seguintes uma série de casos foram reportados em outras plantas.

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