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Uma pesquisa de mercado publicada ontem pela empresa Canalys revelou que a Índia ultrapassou os Estados Unidos em número de smartphones vendidos durante o último trimestre. Entre o começo de julho e o fim de setembro deste ano, mais de 40 milhões de dispositivos foram vendidos, o que coloca o país atrás apenas da China no ranking global.

Esse número também representa um crescimento de 23% na comparação com o mesmo período de 2016. Segundo a Canalys, o resultado representa um “alívio” para as fabricantes de smartphones. Elas vinham apostando no mercado indiano, mas resultados abaixo da expectativa no segundo trimestre de 2017 deram a impressão de que essa aposta seria perdida. “Dúvidas sobre o potencial de mercado da Índia são claramente neutralizadas com esse resultado”, disse um analista da empresa.

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Marcas

Por lá, a Samsung é a marca que mais vende dispositivos desse tipo. Foram 9,4 milhões só nos últimos três meses, um crescimento de quase 30% ano a ano. A Xiaomi ficou em segundo lugar, mas seu caso é mais impressionante: ela vendeu 9,2 milhões de celulares no período, crescendo mais de 290% com relação ao ano passado. O gráfico abaixo mostra o desempenho das marcas:

Reprodução

Depois das duas, aparecem as chinesas Vivo e Oppo, que, segundo a Canalys, têm mais força nos setores de aparelhos intermediários e de ponta. A Lenovo, que também vende dispositivos no Brasil, fecha as cinco primeiras posições. A Apple não aparece nelas: ela vendeu cerca de 900 mil iPhones na Índia no período.

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Isso, no entanto, representa um aumento de mais de 100% no número de iPhones vendidos com relação ao ano anterior. Faz sentido: a empresa começou a produzir iPhones na Índia no começo deste ano, segundo o estudo. E como o TechCrunch aponta, o preço elevado dos iPhones no país faz com que a Apple tenha mais dificuldade de crescer por lá.

Desafios

Não é exatamente surpreendente que a Índia tenha superado os EUA quanto à venda de smartphones. Afinal, o país tem uma população de 1,3 bilhão de pessoas contra 323 milhões dos EUA. O problema, porém, é que a Índia é marcado por desigualdades sociais extremas que dificultam o acesso da maioria de sua população a celulares e à internet.

Fora isso, o país ainda coloca outros obstáculos para as fabricantes que pretenderem triunfar por lá. De acordo com o TechCrunch, eles incluem taxas de importação de produtos e componentes, leis de comércio local, cadeias logísticas complicadas e uma infraestrutura de rede de qualidade relativamente baixa.

Mesmo com a recente ultrapassagem dos EUA, porém, a Índia ainda está bem longe da primeira posição. Durante o mesmo período, a China vendeu mais de 110 milhões de smartphones – quase três vezes mais que a segunda posição.