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Em 2017, a inovação tecnológica fez bonito em diferentes áreas. O desafio de resumir neste breve artigo as tecnologias que marcaram 2017 é complexo. Assim, busquei tecnologias que pudessem [1.] adicionar valor para nosso planeta; [2.] melhorar a qualidade de nossas vidas e [3.] demonstrar um avanço científico sem precedentes.

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Carros elétricos

Atualmente, 75% das emissões de monóxido de carbono globais tem origem em nossos automóveis. Nas áreas urbanas, algo entre 50% e 90% da poluição do ar é responsabilidade de nossos velhos carros movidos a gasolina ou diesel. Assim, é recompensador vermos as maiores montadoras do planeta lançando carros elétricos ou híbridos. O lançamento do Tesla Model 3 de Elon Musk neste ano foi o máximo, mas o guru hightech não está mais sozinho nesta corrida. Hoje temos o e-Golf hatchback e o e-Up da Volkswagen em produção, a Renault lançou o ZOE hatchback, a Nissan o Leaf hatchback e a Kia já está vendendo seu elétrico Soul EV hatchback. Outra boa notícia é que as montadoras estão comprometidas a colocar no mercado seus carros elétricos com preços acessíveis.

CRISPR

A tecnologia CRISPR, acrônimo para Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeat ou Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas, consiste em pequenas porções do DNA bacteriano compostas por repetições dos blocos construtores de DNA e RNA. Na prática o CRISPR é uma ferramenta simples, porém poderosa, para a edição de genomas. Permite aos pesquisadores alterar facilmente as sequências de DNA e modificar a função genética.

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Suas muitas aplicações potenciais incluem a correção de defeitos genéticos, o tratamento e a prevenção da propagação de doenças e a melhoria das culturas. No Reino Unido, pesquisadores da Universidade de Cardiff usaram o CRISPR para criar células T (glóbulos brancos ou leucócitos responsáveis pela defesa do organismo) até mil vezes mais sensíveis às células cancerígenas. Essas células foram editadas para remover seus próprios receptores de células T, deixando apenas aqueles que visavam as células cancerosas. A esperança é que imunoterapias personalizadas como esta possam substituir um dia as terapias convencionais contra o câncer,

pois são mais diretas e sem os terríveis efeitos colaterais da quimioterapia ou radioterapia.

Sonda Cassini-Huygens

Este foi o ano da sonda Cassini-Huygens. Este projeto envolveu mais de 5.000 pessoas de três agências espaciais: NASA, ESA (European Space Agency) e a ASI (Agenzia Spaziale Italiana). Ele teve início em 1982 (o lançamento ocorreu em 5 de outubro de 1997) com o objetivo de colocar no espaço uma nave capaz de explorar o planeta Saturno e seus satélites, o qual está a cerca de 1 bilhão de quilômetros de nós. No caminho a Cassini-Huygens ainda passou por Vênus, Júpiter e um asteroide, transmitindo para os cientistas milhares de fotos e informações. A tecnologia embarcada nesta nave impressiona: são mais de 12 instrumentos ultrassensíveis.

Por exemplo, a Cassini-Huygens podia “ver” em comprimentos de luz e energia que o olho humano não pode e outros instrumentos podiam “sentir” coisas sobre campos magnéticos e pequenas partículas de poeira muito além do sentido de nosso tato. Outra informação interessante é que todo o hardware da Cassini-Huygens, isto é, seus instrumentos científicos, sistema de propulsão, computadores e sistema de comunicação por rádio, compartilhavam a mesma fonte de energia elétrica a qual produzia cerca de 600 watts, o mesmo que um liquidificador de cozinha. Em sua missão, a Cassini-Huygens colheu 635 GBytes de dados científicos, tirou 453.048 fotos e deu origem (até agora) a 3.948 artigos científicos. No dia 15 de setembro a Cassini-Huygens desintegrou-se na atmosfera de Saturno, terminando sua missão. O último ato de uma das mais belas criações de nossa tecnociência.

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