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Como reduzir custos operacionais com a nuvem

Por Redação, editado por Eduardo Nuvens
16/01/18 14h20, atualizada em 19/08/21 09h54

 

Esta publicação inaugura uma pequena série de artigos que explorarão a Cloud Computing e as possibilidades de emprego desta tecnologia em seu negócio. Para começar, no entanto, é necessário entender os principais conceitos relacionados ao assunto.

Computação em nuvem: o que é?

O termo Cloud Computing, também conhecido como Computação em Nuvem ou Computação na Nuvem, tem ganhado cada vez mais relevância no cotidiano dos usuários de dispositivos computacionais e, principalmente, da internet. Inclusive, essa nuvem é vista como uma excelente solução para grande parte dos problemas de empresas que dependem da internet para o desenvolvimento de suas atividades (um cenário crescente, a propósito), ou para aquelas que pretendem expandir sua atuação digital. Mas… do que se trata, exatamente?

Resumidamente, este modelo computacional pode ser explicado através de duas perspectivas diferentes: como uma tecnologia e como um modelo de negócio. Do ponto de vista tecnológico, trata-se de uma implementação de Computação Distribuída que permite o consumo de recursos computacionais – sejam de armazenamento, de processamento, sistemas, dentre outros – sem a necessidade de possuí-los localmente. Ou seja, tais recursos são disponibilizados, na maior parte das vezes através da internet, para que sejam acessados de qualquer local e a qualquer momento, sem que os usuários tenham conhecimento da localização geográfica do fornecedor (este que, por sua vez, também pode estar geograficamente disperso). Semelhante ao que ocorre na natureza, onde uma nuvem tem sua forma e tamanho definidos por uma série de variáveis, a nuvem computacional é constituída por esses provedores de recursos e pela forma que eles se organizam para fornecê-los.

Serviços como o Outlook, Youtube e Google Docs são fornecidos a seus usuários através da nuvem, permitindo o acesso de, praticamente, qualquer dispositivo. Já se perguntou, em algum momento, onde os e-mails são armazenados? Ou de onde vêm aqueles seriados que assiste nos finais de semana? Exatamente, dela mesmo: da nuvem. Uma palavra foi intencionalmente destacada no início deste parágrafo, pois é a partir dela que se inicia a conversa sobre a computação em nuvem como um modelo de negócio. Todos os recursos computacionais citados anteriormente são disponibilizados aos usuários através de serviços, e este, talvez, seja o ponto mais relevante para as empresas.

Reduzindo os custos com a computação em nuvem

Certamente não há nada mais frustrante do que investir dezenas ou centenas de milhares de reais em equipamentos, como servidores, e descobrir posteriormente que o projeto foi superdimensionado, deixando grande parte do seu poder computacional ocioso. Ou então, economizar num primeiro momento com esses equipamentos, as operações da empresa crescerem e não ser mais possível atender aos clientes devido aos recursos computacionais insuficientes, sistemas lentos, travando. Não é? Bem, a nuvem pode atender muito bem aos dois casos.

Como tudo na nuvem é fornecido e comercializado como serviço, uma infraestrutura é contratada para hospedar o sistema on-line e o provedor se compromete a respeitar a demanda, mesmo que ela seja elástica. O que isso quer dizer? Vamos supor que o maior fluxo de operações do sistema ocorra durante o horário comercial; na madrugada, no entanto, a quantidade de acessos é tão baixa que tende a zero. Nesse caso, utilizando nuvem, paga-se mais durante o horário comercial e muito pouco, coisa de centavos, durante a madrugada. Muito melhor do que manter equipamentos de milhares de reais operando diuturnamente na empresa, concorda?

Essa característica “elástica” da computação em nuvem – que é tecnicamente chamada de escalável – pode ser exemplificada com os serviços de e-mail. Quando o provedor informa que disponibilizará gratuitamente 1 GB de armazenamento para uma conta, não quer dizer que esta dispõe deste espaço de imediato. Essa capacidade de armazenamento é o limite máximo fornecido, mas, na prática, a conta inicia com uma capacidade baixa que vai se expandindo conforme o uso. É algo semelhante ao que acontece nas transações bancárias: ter cinco mil reais em conta não significa que seu dinheiro estará fisicamente armazenado na sua agência de relacionamento. No entanto, caso necessite, o provedor dos serviços bancários disponibilizará o valor desejado.

Ficou interessado na computação em nuvem? Acompanhe os próximos artigos da série onde mais características deste modelo computacional serão exploradas.

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