A crise no Facebook continua com novos desdobramentos nesta sexta-feira, 23. A empresa de Mark Zuckerberg acumula uma série de processos, incluindo de acionistas, enquanto o Congresso dos Estados Unidos se prepara para intimar o executivo.

O Techcrunch reporta que o Facebook já foi alvo de quatro processos na esfera federal dos EUA. Um deles, registrado na Califórnia, parte de Jeremiah Hallisey, um acionista do Facebook incomodado com a perda de valor da empresa.

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Hallisey afirma no processo que a diretoria do Facebook “rompeu com seus deveres fiduciários” por não ter conseguido impedir a apropriação indevida de dados de usuários pela empresa de marketing norte-americana Cambridge Analytica.

O processo tem como alvos específicos, além de Zuckerberg, a segunda em comando no Facebook, Sheryl Sandberg, e membros do conselho diretor da empresa, incluindo Marc Andreessen, Peter Thiel e Reed Hastings, entre outros nomes.

Além deste processo, uma outra ação foi movida por Fan Yuan, também dono de ações no Facebook. A acusação é de que a rede social fez “declarações falsas e/ou enganosas” a respeito da forma como gerencia dados pessoais de usuários.

Um terceiro processo foi aberto por outro acionista, chamado Robert Casey. A ele se junta uma lista de processos abertos por usuários comuns da rede social, incluindo uma ação de classe aberta no começo desta semana na Califórnia.

Congresso

Em outra notícia relacionada à crise no Facebook, a Comissão de Energia e Comércio do Congresso dos Estados Unidos oficializou um pedido formal para que Mark Zuckerberg compareça à casa em uma sessão especial para tratar do caso Cambridge Analytica.

Por enquanto, o CEO ainda não respondeu. Além do Congresso dos EUA, o Parlamento do Reino Unido também exige que Zuckerberg compareça presencialmente diante dos congressistas britânicos para prestar explicações sobre toda essa crise.

Numa entrevista recente à CNN, após dias de silêncio, Zuckerberg respondeu a comentários de que o Facebook deveria ser melhor regulado pelo governo. “Na verdade, eu não tenho certeza se nós não deveríamos ser regulados”, disse ele.

“Eu acho que, em geral, a tecnologia é uma tendência cada vez mais importante no mundo. Eu acho que a questão é mais sobre qual é o tipo correto de regulamentação, em vez de ‘sim ou não’, se deveríamos ser regulados”, completou o CEO.

Na mesma entrevista, gravada antes do pedido para que ele fosse à Casa legislativa dos EUA, Zuckerberg disse que se apresentaria diante do Congresso se fosse necessário.