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Konrads Voits, um hacker de 27 anos que ficou conhecido por invadir o sistema de uma penitenciária nos Estados Unidos para libertar um amigo que estava preso, foi condenado a mais de sete anos de prisão nesta semana, revelou o Gizmodo.

O rapaz, que se declarou culpado, invadiu a rede do presídio do condado de Washtenaw, no estado de Michigan nos EUA, em 2017. O ataque envolveu uma boa dose de engenharia social, técnica em que o hacker se aproveita da ingenuidade das vítimas.

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O ataque descrito nos documentos do processo mostra que, antes de tudo, Voits criou um site falso, sob o domínio ewashtenavv.org (com duas letras “v” no lugar de um “w”), um endereço que se aproxima do domínio ewashtenaw.org, o site oficial do condado de Washtenaw.

Ele então passou a enviar esse link por e-mail para funcionários da penitenciária identificando-se como “Daniel Greene”, tentando infectar as máquinas por método de phishing. Num primeiro momento, a tática não deu certo, já que ninguém clicou no link.

Voits só obteve sucesso quando passou a ligar diretamente para funcionários do presídio se passando por alguém do departamento de TI da prefeitura. Foi assim que ele convenceu as pessoas a baixarem um malware, como se fosse uma “atualização do sistema”, e que deu a ele o controle da rede.

A partir daí, Voits teve acesso a dados de milhares de funcionários públicos do condado, acessou o registro de vários detentos e alterou as informações de um deles para tentar fazer com que ele fosse libertado mais cedo. Não demorou muito, no entanto, para o ataque ser descoberto.

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Um funcionário notou a inconsistência quando comparou os registros dos detentos com fichas em papel preenchidas a caneta. O FBI entrou no caso e identificou Voits como o hacker, que agora foi condenado pela ação.

Além de sete anos de prisão, Voits também foi condenado a pagar US$ 235 mil em reparação ao condado – o preço que uma empresa de TI cobrou da penitenciária para identificar e limpar o malware dos servidores. O amigo que ele tentou libertar continua na prisão.

O advogado de Voits diz que ele sofre de uma “severa” doença mental. A promotoria recomendou que parte de sua pena seja cumprida num instituto médico federal, para que, quando for libertado, “possa usar suas habilidades para fazer da sociedade um lugar melhor”.