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Hoje em dia, pode-se dizer que os smartphones são pequenos computadores: possuem processadores rápidos, uma boa capacidade de armazenamento e também um sistema operacional (SO). Assim como temos os sistemas operacionais Windows, Linux e Mac para computadores, também existem diversas opções para celulares, como Android, iOS, entre outros.

O sistema operacional é o software responsável pela interação entre o usuário e a interface do celular. Basicamente, o SO está por trás de tudo que aparece na tela, inclusive as funcionalidades existentes, tais como ligações, câmera, armazenamento, som e gerenciamento dos aplicativos instalados — funcionando como uma camada intermediária entre o hardware e o usuário.

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Na hora de comprar um celular, as pessoas geralmente escolhem o sistema operacional com o qual mais se identificam. E só depois decidem qual marca e modelo de aparelho desejam.

Os dois sistemas operacionais mais utilizados no mundo são o Android e o iOS. De acordo com números do site StatCounter, de forma global, o Android representa mais de 76% do mercado atual, enquanto o iOS representa pouco mais de 20%. Já, ao analisar esta proporção por região, os dados se mostram distribuídos de forma diferente, segundo o portal DeviceAtlas. Há alguns países em que iOS é predominante, como, por exemplo, Estados Unidos, Austrália, Canadá, Japão e Irlanda. O Android, por sua vez, tem alta representatividade em países como Argentina, Colômbia, Índia, Malásia e o próprio Brasil.

Há, porém, características bastante particulares que diferenciam cada um dos sistemas operacionais. São esses aspectos que garantem que um SO conquiste seus usuários, oferecendo vantagens (e desvantagens) intrínsecas a ele.

Android é o sistema operacional criado pelo Google: além de ser o SO mais popular no mundo, possui código aberto — se tornando acessível a todos e também permitindo que seu código seja modificado. Isso faz com que o sistema tenha baixo custo de manutenção, garantindo também a possibilidade de personalização de acordo com o interesse das fabricantes de celulares. A Motorola, por exemplo, altera o sistema operacional Android ao incluir funcionalidades da própria marca. Deste modo, aparelhos oferecidos por ela possuem diferenciais exclusivos, o que faz com que muito usuários se tornem fiéis aos seus produtos. A Samsung também faz as suas alterações, como ter uma interface personalizada e diferente da original do Android.

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Quem alguma vez comprou um Android de determinada marca ou operadora deve ter reparado que o seu celular já veio com alguns aplicativos instalados de fábrica — o que, às vezes, gera uma certa frustração, uma vez que eles ocupam espaço de armazenamento e não podem ser excluídos. Este certamente é um ponto a ser melhorado dentro do contexto do sistema operacional do Google: as operadoras deveriam incluir apenas os aplicativos essenciais e deixar de “obrigar” o consumidor a ter um app que é interessante apenas aos fabricantes.

Os celulares Android espalhados pelo mundo, no entanto, possuem diversas versões do SO coexistindo — exatas 16 — e também de hardware. Devido a essa enorme fragmentação, as atualizações são lentas e também limitadas: o usuário recebe em média duas atualizações ao longo do tempo de vida útil do aparelho, até que seu celular fique incompatível com as novas versões. As operadoras são as responsáveis por liberar cada atualização para os modelos específicos e, devido ao grande esforço para que isso ocorra, elas investem tempo e recurso para disponibilizar updates apenas aos modelos mais novos.

Este, talvez, seja  o lado mais negativo do Android: isso porque, sem o sistema mais recente, não é possível acessar as novidades do SO e, em algum momento, os aplicativos também deixam de ser compatíveis. Que usuário não gostaria de ficar com seu celular por anos e continuar recebendo as atualizações do SO? Talvez isso fosse possível se o Android possuísse um forma mais simples de receber a atualização diretamente do Google, sem depender do intermédio da operadora.

Já o iOS é o sistema operacional do iPhone, desenvolvido pela Apple, e é conhecido pela sua interface prática e ótimas ferramentas. O iPhone foi, por muito tempo, considerado o smartphone mais avançado, estável e bonito do mercado. É notável a qualidade dos aparelhos da marca, feitos de alumínio, metais, câmera com vidro de safira e outros materiais muito resistentes. Mas, nos últimos anos, o cenário vem mudando, e já há diversos celulares Android que estão sendo feitos no mesmo nível de um iPhone — geralmente os mais caros de cada marca, considerados celulares “premium”.

Um grande diferencial do iOS é que ele apresenta usabilidade extremamente intuitiva: alguns usuários deste SO dizem que o sistema do Google é um pouco mais complicado para se operar quando comparado à plataforma da Apple.

Diferentemente do Android, o iOS é encontrado apenas nos aparelhos da própria Apple. Isso garante uma maior sintonia entre celular e sistema operacional, o que pode representar uma grande vantagem em sua performance. Por seu código não ser aberto, o usuário não consegue fazer nenhuma personalização no sistema: ele vem “limpo” de fábrica, sem quaisquer modificações ou aplicativos já pré-instalados. O lado positivo é que não há muita diferença de interface de um modelo para o outro, mantendo a mesma interface amigável existente em todos os modelos.

A distribuição de atualizações do sistema operacional iOS aparece como outro ponto forte para os usuários, se mostrando muito mais fácil do que no Android. Os updates chegam mais rapidamente aos usuários do iPhone, sendo que praticamente toda a base de clientes recebe a nova versão no mesmo dia de lançamento (exceto os aparelhos que não são mais suportados). Isso acontece porque todos os dispositivos são iguais em termos de hardware, o que facilita essa distribuição de updates.

Vale lembrar que existe uma incompatibilidade do iPhone com sistemas e acessórios de outros fabricantes. Para ter músicas no aparelho ou transferir arquivos entre o celular e o computador, é necessário utilizar o iTunes, que vem instalado no Mac. Caso o computador seja um PC com Windows, por exemplo, o usuário encontrará grande dificuldade para finalizar esta tarefa. Já os usuários Android contam com a facilidade de copiar um arquivo para o computador sem depender de um software específico.

Este é, a meu ver, um ponto negativo do iPhone e também uma barreira para alguns usuários. Ao perceber que é necessário ter outros produtos da Apple para conectar-se com o celular, você tem duas escolhas: ou aceita fazer parte desse “mundo” (e pagar bem mais por isso), ou seu aparelho não terá conectividade com seus outros devices, como relógio, computador e assistente pessoal, por exemplo.

A Play Store, loja de aplicativos Android, possui uma lista imensa de apps, desde os mais simples aos mais completos, com grande variedade de aplicativos gratuitos. Já na App Store, a lista de aplicativos é mais seleta, havendo muitos apps pagos sem opções de alternativa gratuita — o que acaba deixando o usuário sem escolha. Também há uma grande diferença no processo de publicação de um aplicativo na loja. Para Android, os desenvolvedores não precisam de tanto tempo nem esforço: os requisitos de submissão são bem menores, é possível publicar um app em poucas horas e a taxa é única, no valor de US$25 (R$100 na cotação atual).

Já para publicar um aplicativo na App Store, as dificuldades são outras: é preciso cumprir uma série de requisitos rigorosos e, depois de enviar o app para que a Apple revise, a resposta pode demorar de 7 a 20 dias — e você deverá repetir esse processo sempre que for atualizar o app ou caso receba um checklist com pontos a melhorar após a revisão feita pelos avaliadores da marca. Isso pode ser irritante para os desenvolvedores, mas, pelo menos, ajuda a aprimorar suas habilidades de desenvolvimento de aplicativos móveis, garantindo um app de qualidade. O valor da taxa é de US$99 R$ 397 na cotação atual), e ele deve ser pago assim que o aplicativo for enviado para a App Store — e repetidamente a cada ano, caso haja interesse em mantê-lo disponível. Desta forma, muitos desenvolvedores, principalmente aqui no Brasil, focam primeiramente em publicar o aplicativo para Android, em especial devido às barreiras (de tempo e custo) enfrentadas no processo de publicação na loja da Apple.

No quesito de expansão de memória, a grande maioria dos celulares Android permite que o usuário utilize um cartão de memória para aumentar a capacidade de armazenamento interna do celular — isso pode ser uma mão na roda quando você está precisando de mais espaço.

Já o iPhone está bem atrás neste quesito, pois não permite que o usuário expanda a memória. Desta forma, a saída é comprar um novo dispositivo da marca e que já venha com espaço maior de armazenamento interno.

Novos modelos surgem a cada dia no mercado, e as empresas travam uma verdadeira batalha para patentear novas funcionalidades e recursos, além de manter seus usuários fiéis. Dados nos mostram que, em países de primeiro mundo, os usuários de iOS são maiores, o que pode estar relacionado ao padrão de vida do consumidor, que não se incomoda em ter de pagar por bons aplicativos ou de gastar mais ao adquirir um celular e outros devices — dando mais valor à qualidade e também à facilidade de interação.

Já em países nos quais os celulares possuem um valor altíssimo em relação à renda média da população, como aqui no Brasil, o Android é predominante. Esse perfil de público geralmente prefere baixar aplicativos gratuitos e gosta de personalização, além de poder contar com uma grande variedade de modelos e marcas para escolher na hora da compra, uma vez que os celulares com o SO do Google vão dos mais simples aos mais sofisticados, atendendo a gostos variados.