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No Brasil, as mulheres na tecnologia da informação representam apenas 20% dos profissionais da área. Aqui e em todo o mundo, os homens ainda são maioria na área de tecnologia, em setores como o das startups ou mesmo grandes corporações. Essa é uma realidade que vai mudar rapidamente, pode apostar.

Esses e outros dados são regularmente colhidos por entidades como a Women in Tech, movimento sueco que tem a missão de inspirar e abrir caminhos para as mulheres no setor. Mas mesmo com a desigualdade salarial, uma dose de preconceito e outros obstáculos, uma pesquisa recente da WIT mostrou que as jovens de hoje têm 33% mais predisposição para entrar em carreiras como ciência da computação quando comparadas àquelas que nasceram até meados dos anos 1980.

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O BrazilLAB, aqui no nosso país, mostra dados que comprovam essa tese. Durante nosso terceiro Programa de Aceleração (que recebeu em 2018 inscrições de startups que podem oferecer soluções em tecnologia ao setor público, melhorando e agilizando a vida da população), apenas 22% das empresas aplicantes eram comandadas por mulheres. Percebemos, no entanto, que esse dado se alterou positivamente na fase de seleção.

Quando focamos nas 33 empresas selecionadas agora em dezembro para o programa (que receberão mentoria para fortalecer sua atuação em serviços públicos durante 2019), os 22% sobem para 33%. Pode parecer um ganho discreto, mas é um grande passo para estimular as mulheres empreendedoras e ligadas em tecnologia, sim. Quando elas entram no ramo, criam ideias de muito sucesso.

Ideias, esforço, determinação

É fato que a vida das mulheres no mercado de trabalho – seja na tecnologia ou em outros – passa por temas como a dupla (às vezes tripla…) jornada. Ter um insight, criar uma empresa, encontrar o tempo necessário para focar e alcançar os resultados não são, com certeza, tarefas simples. Ainda assim, o espírito empreendedor feminino é nítido.

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As mulheres brasileiras, especialmente, ultrapassaram os homens na criação de novos negócios. A taxa de empreendedorismo feminino de empresas com até três anos e meio de existência ficou em 15,4% frente aos 12,6% entre os homens (de acordo com o estudo Global Entrepreneurship Monitor de 2016, coordenado no Brasil pelo Sebrae e o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade).

A questão é que, muitas vezes, esse ímpeto fica reservado aos temas tradicionais – beleza e alimentação, por exemplo. A tecnologia ainda é um campo aberto para elas. Um campo que vem sendo mais e melhor ocupado, felizmente.

Uma lista de exemplos

A revista Forbes acabou de lançar sua lista com 50 das mulheres mais importantes para o mundo da tecnologia em 2018. Com certeza, serão uma inspiração para muitas garotas iniciando a vida profissional. Conheça os nomes e se inspire:

Manal Al Sharif (Arábia Saudita, hoje morando na Austrália – Women2Hack Academy)

Jasmine Anteunis (França – Recast.AI)

Chantelle Bell(Reino Unido – Syrona Women)

Elina Berglund(Estados Unidos – Natural Cycles)

Sue Black (Reino Unido – #techmums)

Danah Boyd (Estados Unidos – Data & Society Research Institute)

Joy Buolamwini (Estados Unidos – Algorithmic Justice League)

Eileen Burbidge (Reino Unido – Passion Capital)

Ursula Burns (Estados Unidos – VEON)

Emmanuelle Charpentier(Alemanha – CRISPR Therapeutics)