Os casos de explosão do Galaxy Note 7 tinham como responsável sua bateria de lítio, que têm alto potencial explosivo. Por isso, algumas medidas foram tomadas pela Administração Federal de Aviação e pelo Departamento de Transporte dos EUA: os órgãos emitiram medida provisória para proibir o transporte de células e baterias de íons de lítio como carga.

Além disso, a determinação coloca um limite máximo de 30% no valor transportado. O Brasil já havia feito a mudança em 2016, quando a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a implementou após pedido da Organização da Aviação Civil das Nações Unidas.

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A bateria, apesar de potencialmente perigosa, é utilizada em muitos equipamentos eletrônicos — então, a regra não pode impedir os clientes de viajarem com o item. Além disso, é mais fácil para funcionários e passageiros cuidarem de uma bateria em fogo na cabine do que no cargueiro do avião.

As orientações explicitam a proibição, tanto da bateria como de outros itens. “Se uma bagagem de mão for despachada no portão ou no avião, baterias de lítio sobressalentes, cigarros eletrônicos e dispositivos devaping devem ser removidos da bagagem e mantidos com o passageiro na cabine da aeronave.” 

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O comunicado alerta, ainda, que mesmo na bagagem de mão, as baterias devem ser protegidas contra danos que possam causar explosões. A maior consequência da decisão deve ser para as fabricantes de celulares, que terão de esperar por aviões específicos de carga para transportar grandes quantidades. Outra opção é que os aparelhos sejam vendidos sem estarem prontos para uso.