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“Investir mais e fabricar mais”, essas são as palavras do CEO da Xiaomi, Lei Jun, para descrever o que ele espera do futuro da empresa. Conhecida por seus produtos mais em conta, a marca pretende aumentar seus preços para crescer em aspectos de qualidade, além de quebrar sua reputação de produzir um hardware mais barato e, consequentemente, de qualidade inferior. Em resposta ao site Tech Note, Jun, disse que “daqui para frente, os telefones da Xiaomi podem ficar mais caros – não muito, mas um pouco mais caros”.

A empresa já tem insinuado uma mudança nos valores de seus produtos há algum tempo e, desde que lançou seu primeiro IPO no ano passado, tem dado a impressão de que quer aumentar sua margem de lucro, historicamente baixa. Em um comunicado interno, o CEO apontou que as alterações não são apenas por lucro – garantindo que não irá aumentar a margem de seus telefones acima de 5% – e sim por uma questão de posicionamento de mercado.

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Na verdade, essa mudança de preços dos modelos da Xiaomi já vem acontecendo, ainda que de forma muito sutil. No início de janeiro, após o lançamento do Redmi Note 7, a Xiaomi havia promovido o modelo mais básico do seu carro-chefe, o Mi8, a um preço de 2.099 yuans (US$ 310). Na época, o diretor de produtos da marca, Wang Teng Thomas, insinuou que, depois da série Redmi, que era vendida, praticamente, a um preço de custo, não haveria mais nenhum dispositivo nesse nível de preço, com a marca Mi se tornando mais sofisticada e, consequentemente, mais cara.

Assim, no dia 20 de fevereiro o Mi 9 foi lançado trazendo várias inovações, como três câmeras traseiras, um poderoso chip Qualcomm Snapdragon 855 e carregamento sem fio. Mas o preço era pouco superior ao seu antecessor: 2.999 yuans (cerca de US $ 446), pode chegar 3.999 yuans (US$ 596), na Transparent Edition. O aumento de preços foi notado por alguns fãs da marca e comprovam a intenção da Xiaomi de se “livrar da reputação que os seus telefones custam barato”, como disse Jun.

Fonte: GizMochina

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