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O fundador e CEO da Huawei, Ren Zhengfei, tem sido uma das figuras mais requisitadas da última semana, desde que a sua empresa foi incluída na ‘lista proibida’ dos Estados Unidos. Em uma entrevista à Bloomberg, ele afirmou não esperar ou ter esperanças de uma retaliação por parte do governo chinês contra a decisão de Trump. Bastante resoluto, Ren declara: “Isso não vai acontecer, em primeiro lugar. Depois, se isso acontecer, eu serei o primeiro a protestar.”

O nome da Huawei está em alta nos Estados Unidos e não é por um bom motivo. As agências de segurança norte-americanas consideram a gigante chinesa uma ameaça e continuam persuadindo consumidores e operadoras para que não comprem ou usem aparelhos da Huawei. Outras alegações de propriedade intelectual e de roubo de segredos comerciais também prejudicam a reputação da empresa, ainda que seja difícil encontrar provas concretas de irregularidades.

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Ainda assim, empresas como Google, Qualcomm, ARM e Intel se juntaram ao boicote do governo norte-americano, suspendendo o fornecimento de componentes para celulares, como chips. No entanto, no último dia 20, o governo Trump anunciou que o banimento da Huawei estava suspenso até o dia 19 de agosto.

O presidente Trump afirmou recentemente que as medidas tomadas por seu governo são mais um ataque comercial contra a China do que uma verdadeira resposta de segurança nacional à Huawei. Ainda assim, considerando as circunstâncias, a abordagem resignada de Ren impressiona ao não solicitar uma proteção ao governo chinês. O CEO compara a atual situação precária da Huawei a administrar um avião com um buraco na lateral: não é ótimo, mas o avião ainda está no alto, e a empresa precisará fazer os ajustes necessários.

Fonte: The Verge

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