A Comissão de Inteligência do Senado dos Estados Unidos concluiu que os sistemas eleitorais de todos os 50 estados do país foram alvo de hackers ligados ao governo russo, de acordo com relatório divulgado nesta sexta-feira, 26.

Em 2017, essa contagem se limitava a 39 estados – o Departamento de Segurança Interna (DHS) admitiu, no final daquele ano, oficialmente que 21 estados haviam sido afetados. Foi só em abril de 2019 que um relatório conjunto do DHS e do FBI indicou a possibilidade de hackers russos terem investigado todas as infraestruturas eleitorais de cada estado americano em busca de falhas.

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Algumas partes relevantes do relatório estão praticamente apagadas, então não está claro como a Comissão de Inteligência tem certeza e provas de que a Rússia invadiu as eleições em todos os estados. No entanto, diz-se que algumas informações de inteligência não identificadas, reunidas em 2018, respaldaram suposições anteriores do coordenador do Conselho de Segurança Nacional, Michael Daniel, e do DHS sobre os sistemas hackeados.

Como já apontado, o relatório confirma que a Rússia poderia ter adulterado os sistemas eleitorais à vontade. “Os atores cibernéticos russos estavam em posição de excluir ou alterar os dados dos eleitores”, informa o documento.

A partir deste documento, o governo dos EUA ainda não tem nenhuma prova de que a Rússia realmente interferiu nos dados dos eleitores, nem de que os hackers tenham acessado as urnas de votação. Os hackers russos parecem ter focado nos sistemas de registro de eleitores e bancos de dados de votação.  Mas isso não significa que as urnas norte-americanas estão 100% ilesas. O Relatório Mueller sugere que as empresas das máquinas eleitorais também foram alvo da GRU, a agência de inteligência russa.

Fonte: The Verge