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A Nasa realizou o primeiro teste bem-sucedido do SuperCam, um sensor remoto do rover Mars 2020. Ele foi projetado para estudar a composição mineral, rigidez e textura do solo de Marte, assim como para procurar compostos orgânicos e descobrir o passado geológico do planeta.

“Como um planeta frio e seco, a superfície de Marte permaneceu intocável nos últimos bilhões de anos. Mas sabemos que no início da história de Marte o clima era mais quente e úmido, com rios e lagos”, disse o pesquisador principal do SuperCam, Roger Wiens, ao Space.com. “Queremos saber se Marte abrigou vida e, em caso afirmativo, o que aconteceu com ela”.

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Reprodução

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Los Alamos testaram a capacidade do instrumento de focar no alvo, tirar uma foto e registrar seu espectro [técnica de mineralogia que determina a composição da rocha] enquanto dispara um laser. Para o teste, eles usaram uma rocha de calcita e conseguiram obter uma boa imagem e linhas espectrais dos minerais dela, afirmou Wiens.

“Os organismos vivos alteram a química e a mineralogia de um planeta”, disse Wiens. “Instrumentos de química e mineralogia nos ajudam a entender a possibilidade de vida em Marte e descobrem muitas pistas sobre a natureza do ambiente, como se existia água líquida, seu pH, nível de oxidação, duração, taxa de evaporação e origem de seus sedimentos”

A SuperCam é acoplada ao rover Mars 2020 como uma segunda “cabeça”. Além disso, ela possui uma micro câmera para fornecer imagens coloridas e um microfone, que será capaz de gravar os sons de Marte pela primeira vez.

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Fonte: Space.com