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Já é de conhecimento geral: a Netflix ganhou muitos concorrentes e está para ganhar ainda mais. A guerra do streaming agora é para valer, com nomes como Amazon, Apple, HBO, Disney e tantas outras de olho em crescer e se estabelecer dentro desse universo. Os primeiros reflexos dessa disputa já estão começando a aparecer: os acordos de licenciamento de conteúdo estão sendo claramente inflacionados.

Houve uma época em que a Netflix era a única empresa relevante do setor. Apenas ela tinha a capacidade e a ambição para fazer investimentos pesados no licenciamento de conteúdo de peso. Isso criava uma situação confortável para a empresa no mercado, proporcionando termos favoráveis em uma negociação. A situação atual não tem como ser mais diferente.

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Agora, “The Big Bang Theory” é a bola da vez. O seriado de 12 temporadas foi um sucesso de audiência até o seu final, então é compreensível que serviços de streaming disputassem a tapas os seus direitos de transmissão. Novamente, WarnerMedia e HBO Max conseguiram se antecipar à Netflix para obtenção dos direitos de transmissão da série nos EUA por “apenas” US$ 1 bilhão. Ainda é possível que outras empresas obtenham os direitos de exibição em diferentes territórios, o que significa que outra plataforma ainda poderia transmitir o seriado por aqui.

Essa disputa começou a ficar evidente no final do ano passado: estima-se que a Netflix precisou pagar US$ 100 milhões para manter a série “Friends”, uma das mais queridas pelo público, no catálogo por mais um ano, antes de a WarnerMedia, dona dos direitos, decidir manter a exclusividade do conteúdo para sua própria plataforma, chamada de HBO Max. Aqui vale a pena lembrar que a HBO é subsidiária da WarnerMedia, que opera sob o guarda-chuva da AT&T.

Nesta semana, as coisas estão ainda mais óbvias. Além de “The Big Bang Theory”, na segunda-feira (16), a Netflix anunciou com orgulho a aquisição dos direitos do seriado de comédia “Seinfeld”, que pode preencher a lacuna de comédia popular dos anos 1990 no coração dos assinantes antes ocupada por “Friends”. Os termos do acordo ficam em US$ 500 milhões pelos direitos globais de transmissão. Nos EUA, o seriado era transmitido pelo Hulu, enquanto por aqui os direitos estão nas mãos da Amazon.

O acordo foi importante porque a Netflix também teve outra baixa de peso com a perda dos direitos de “The Office”, outra das comédias mais assistidas na plataforma. Os direitos voltaram para a NBCUniversal, que também está desenvolvendo sua própria plataforma, e gostaria de manter a exclusividade de seu próprio conteúdo.


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