Na última quarta-feira (11), o YouTube anunciou uma atualização para a sua política de assédio. Isso significa que o material que “insultar ou desrespeitar maliciosamente outras pessoas por causa de sua raça, gênero ou orientação sexual” será removido. Além disso, o site vai proibir ameaças “veladas ou implícitas” e “linguagem que sugira violência física”.

A atualização acontece cerca de seis meses após o YouTube ser criticado por se recusar a proibir vídeos de Steven Crowder, uma personalidade de direita, que usava linguagem racista e homofóbica contra um jornalista. O site afirmou que as palavras usadas não violavam suas políticas. Essa atualização parece ser uma resposta ao caso.

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O Youtube vai utilizar inteligência artificial e milhares de moderadores que serão contratados para assistir aos vídeos em busca de conteúdo problemático. Porém, alguns sites já tiveram dificuldades com o uso de moderadores para encontrar problemas. Uma investigação do The Verge detalhou graves problemas na saúde mental em intermediários do Facebook. O próprio YouTube já teve problemas com isso.

O site também passou por problemas em sua política com as crianças. Em setembro, a Federal Trade Commission pediu US$ 170 milhões, cerca de R$ 698 milhões, por violação da Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças. O YouTube foi obrigado a criar um sistema de rotulagem para vídeos infantis. Em vídeos para esse público, os criadores não têm a permissão para coletar dinheiro de anúncio ou segmentar espectadores potencialmente interessados com base em histórico de navegação.

Via: Technology Review