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Recentemente, o jornal Chicago Tribune realizou um teste e constatou que diversos aparelhos celulares (incluindo iPhones) estariam emitindo radiação acima do nível permitido pela Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC). No entanto, novos testes feitos pela FCC contestaram esses valores divulgados pelo jornal.

Como resultado dos testes iniciais, a Apple e a Samsung foram processadas; a FCC, é claro, mostrou-se preocupada com os achados, e afirmou que realizaria novos experimentos próprios com os smartphones para encontrar possíveis desrespeitos ao limite legal no índice de radiação. 

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Esses testes foram feitos, e os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (19). A comissão testou diversos aparelhos (iPhone 7, iPhone X, iPhone XS, Vivo 5 Mini, Moto E5 Play, Moto G6 Play, Galaxy S9 e Galaxy J3) e os resultados foram satisfatórios.

Reprodução

“Todos os telefones celulares testados pelo laboratório da FCC, tanto amostras fornecidas pelo beneficiário, quanto compradas pela FCC, produziram valores médios máximos de SAR de 1g abaixo do limite de 1,6W/kg especificado nas regras da FCC”, escreveu a comissão em seu relatório. “Portanto, todos os dispositivos de amostra testados estão em conformidade com os limites de exposição à radiação populacional/não-controlados de SAR médio espacial de 1,6W/kg, e esses testes não produziram evidências de violações de nenhuma regra da FCC em relação aos níveis máximos de exposição à RF”, concluiu.

Na época da divulgação do teste realizado pelo jornal, a Apple contestou as verificações, afirmando que elas não obedeciam aos procedimentos necessários para medir o nível de radiação emitido por iPhones. Após a declaração, o Chicago Tribune decidiu refazer as medições com os procedimentos recomendados pela empresa, o que gerou resultados similares. A empresa contestou os números novamente, afirmando que seus próprios testes mostravam índices seguros de emissão em seus smartphones.

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É difícil dizer qual teste é o mais preciso e quais os números reais. O fato é que a FCC, com os resultados que podem ser vistos neste PDF, está colocando a sua “cara a tapa” ao contradizer os números encontrados pelo jornal.

Via: MacMagazine