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A Nasa e a ESA lançaram neste domingo a Solar Orbiter, sonda que tentará pela primeira vez fotografar os polos do Sol. Pesando 1,8 tonelada, a espaçonave custou US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 6,4 bilhões) e carrega dez instrumentos científicos, nove deles projetados pela ESA e um pela Nasa.

A Solar Orbiter será colocada em uma órbita que passará diretamente sobre os polos do Sol, a 42 milhões de quilômetros de nossa estrela. A região contém vários “buracos coronais”, regiões onde coroa solar é mais escura, fria, e possui uma densidade de plasma mais baixa do que a média, e é a origem do campo magnético do Sol, cuja polaridade se inverte a cada 11 anos.

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“Com o Observatório Solar olhando diretamente para os polos, poderemos ver estes enormes buracos coronais”, disse Nicola Fox, diretor da divisão de heliofísica da Nasa. “É daí que todo o vento solar rápido vem. É realmente uma visão completamente diferente.”

Reprodução

Para proteger os instrumentos sensíveis do calor escaldante do sol, os engenheiros criaram um escudo térmico com um revestimento externo feito de carvão de ossos queimados, semelhante ao usado nas pinturas rupestres pré-históricas. O escudo térmico de 3 metros por 2,4 metros e apenas 38 centímetros de espessura e é feito de uma folha de titânio com espaços entre elas para liberar calor. Ele pode suportar temperaturas de até 530 graus Celsius.

Há cinco aberturas de tamanhos variados no escudo, que permanecerão abertas por tempo suficiente para os instrumentos científicos fazerem medições em raios-X, ultravioleta, luz visível e outros comprimentos de onda.

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Além de nosso Sol, as observações nos ajudarão a entender a composição e comportamento de outras estrelas, fornecendo pistas sobre a potencial habitabilidade dos mundos em outros sistemas solares.

As observações da Solar Orbiter complementarão as realizadas pela Parker Solar Probe, sonda da Nasa que recentemente bateu um recorde e se tornou o objeto artificial mais próximo do Sol, a uma distância de 18,6 milhões de quilômetros, e também o objeto artificial mais rápido já criado, a uma velocidade de 393 mil km/h.

Fonte: Associated Press