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Uma startup canadense está desenvolvendo uma ferramenta de Inteligência Artificial de código aberto que pode detectar automaticamente infecções por Covid-19 a partir de exames de raios X do tórax. A Covid-Net foi criada pela DarwinAI, que acabou perdendo contratos com a Universidade de Waterloo depois da pandemia e decidiu voltar sua atenção para o combate ao novo coronavírus.

Trabalhando como uma rede neural convolucional, a ferramenta é projetada para rastrear pacientes com suspeita de infecções por coronavírus, identificando sinais indicadores da doença nas radiografias de tórax. A ideia é economizar os já raros kits de testes trocando-os por recursos comuns nos hospitais: as máquinas de raios X.

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A Covid-Net ainda soluciona outro gargalo: encontrar um radiologista disponível para interpretar a radiografia. A Inteligência Artificial do sistema faz isso de forma automatizada, acelerando o processo de separação dos casos mais graves. “A Covid-Net é um subproduto natural do trabalho já existente que faríamos de análise de imagens utilizando aprendizado profundo”, explica o CEO da DarwinAI, Sheldon Fernandez.

Depois de “treinar” o sistema com quase 17 mil exames de raios X, a Covid-Net foi liberada para uso no final de março. “A esperança é que com a ferramenta tendo seu código aberto para a comunidade, ela possa ser aproveitada por pesquisadores e cientistas de dados para acelerar o desenvolvimento de soluções para detecção de casos de Covid-19 “, acredita Alexander Wong, cofundador da DarwinAI.

Desde seu lançamento, pesquisadores de países como Iêmen, Indonésia, Turquia e Arábia Saudita começaram a experimentar o Covid-Net. A DarwinAI ainda lançou uma versão simplificada da ferramenta que pode ser executada em um laptop – com foco em países em desenvolvimento. O sistema, segundo Fernandez, tem apenas uma pequena queda na precisão em comparação com a versão completa.

Segundo o executivo, a Covid-Net pode ser implantada pelas organizações de saúde como um método de triagem de pacientes. “É uma ferramenta complementar para ser usada ao lado de testes mais conclusivos”, afirmou Fernandez. Também poderia ser potencialmente usado para detectar pessoas que foram hospitalizadas por outros motivos, mas que podem estar carregando involuntariamente o coronavírus.

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Via: ZDNet