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No último dia 11, o vulcão Anak Krakatau (ou Anak Krakatoa), na Indonésia, entrou em erupção após uma violenta explosão – a mais longa desde 2018 – que felizmente não deixou nenhum ferido. A coluna de fumaça e cinzas elevou-se a 500 metros de altura, proporcionando um belo (e aterrorizante) espetáculo da natureza.

O satélite da Nasa Landsat 8, por acaso, como quem não quer nada, sobrevoou a região dois dias depois e conseguiu um impressionante registro da pluma de fumaça sobre o pico da montanha. A imagem em cores naturais foi ainda sobreposta à assinatura infravermelha detectada pelo equipamento do que é possivelmente rocha derretida.

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Nasa/Reprodução

A equipe do Centro de Voo Espacial Goddard usou o sensor espectro radiômetro de imagens em ângulo múltiplo do satélite para medir a altura da coluna de fumaça vulcânica, sua forma, tamanho e as propriedades de absorção de luz das partículas. Com base na sua cor, os pesquisadores acreditam que a fumaça é composta principalmente de vapor de água e gás.

O Centro de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos da Indonésia emitiu um alerta de Nível 2 em uma escala de quatro, indicando que o vulcão está “exibindo distúrbios elevados ou crescentes com maior potencial de erupção, prazo incerto ou uma erupção em andamento, que apresenta riscos limitados”.

Da órbita terrestre, os satélites têm a visão mais segura e privilegiada de erupções. Como a fumaça do Anak Krakatau parece não conter cinzas – que poderiam bloquear o Sol – não é provável que a erupção cause qualquer mudança climática.

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Em 1883, uma erupção no Krakatoa (o “pai” do Anak Krakatau) matou cerca de 36 mil pessoas – na explosão em si, e por causa dos terremotos e tsunamis subsequentes. Durante a explosão mais violenta, as cinzas chegaram a 80 quilômetros de altura, cobrindo uma área de 800 mil quilômetros quadrados. A região ficou no escuro por dois dias e meio.

O vento carregou as cinzas para o planeta inteiro, reduzindo as temperaturas globais em até 0,5 °C no ano seguinte à erupção. As temperaturas não voltaram ao normal até 1888 – cinco anos depois.

Via: Gizmodo