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No último dia 10, a sonda BepiColombo passou pela Terra a caminho de Mercúrio, voando a uma altitude de apenas 12.700 km, e a Agência Espacial Europeia (ESA), responsável pelo equipamento junto com a agência japonesa Jaxa, teve uma ideia: convocar observadores amadores e astrônomos profissionais para um concurso que escolheu a melhor foto da passagem da sonda. E não é que um brasileiro venceu?

Sergio Silva, morador da cidade de Porto Feliz (Região Metropolitana de Sorocaba, em São Paulo) conseguiu registrar a viagem da BepiColombo com nebulosa de reflexão Blue Horsehead de fundo. A imagem foi escolhida como o “melhor vislumbre” do sobrevoo e é a foto que ilustra essa publicação, lá no topo da página. A espaçonave em movimento é visível como uma série de quatro linhas diagonais cruzando o quadro da parte superior esquerda para a parte inferior direita contra um campo de estrelas. 

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Também venceram os britânicos Guy Wells e Daniel Bamberger, por uma sequência de fotos da sonda movendo-se através de céu com direito a uma “participação especial” de um satélite geoestacionário desativado.

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Por fim, ainda foi escolhida a imagem feita pelo observatório do Museu Espacial Rikubetsu, no Japão, que fez a última imagem do Bepicolombo enquanto aproveitava a gravidade da Terra para ajustar sua trajetória em direção ao planeta mais interno do Sistema Solar.

De acordo com a ESA, mais de trinta observadores de todo o mundo participaram da campanha. O júri foi composto por especialistas da missão, e os vencedores receberão um modelo em escala da BepiColombo.

Esta será a única passagem da sonda pela Terra. A BepiColombo fará nove sobrevoos planetários, sendo o próximo em Vênus, no dia 15 de outubro. A missão estudará todos os aspectos de Mercúrio, desde a estrutura e dinâmica de sua magnetosfera e como ela interage com o vento solar, até sua estrutura interna com seu grande núcleo de ferro e a origem do campo magnético do planeta.

A BepiColombo ainda fará mapas globais da composição química e elementar da superfície do planeta e usará seus recursos de imagem para entender melhor os processos geológicos e como a superfície foi modificada ao longo do tempo por crateras de impacto, atividade tectônica, vulcanismo e depósitos de gelo polar.

Via: ESA