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A Astro Live Experiences (ALE), startup japonesa de entretenimento espacial, planejava gerar estrelas cadentes artificiais ainda este ano com seu satélite ALE-2, lançado em órbita em dezembro de 2019. Contudo, os planos terão que esperar.

O satélite de 75 kg está carregado com 400 esferas, de 1 centímetro de diâmetro cada, projetadas para brilhar em diferentes cores assim que queimarem na atmosfera da Terra.

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Ainda que o equipamento já esteja em órbita, a ALE declarou que o ALE-2 não poderá implantar as esferas por enquanto, já que “uma das partes que deve lançar as partículas não está se movendo corretamente e não pode voltar à sua posição designada. Isso significa que a ação de lançamento não pode ser iniciada e não é possível fazer a transição para a ação de liberação”.

De acordo com o comunicado da empresa, o “culpado” é o vácuo do espaço, que faz com que as forças de atrito sejam maiores lá do que aqui na Terra. “Esse efeito específico do espaço é maior do que o previsto e existe uma possibilidade distinta de que a força necessária para a ação seja superior ao valor do projeto”, informou a startup.

Agora, os planos da ALE consistem em considerar essas informações para desenvolver o ALE-3, próximo satélite da startup, com a mesma finalidade, programado para ser lançado no fim de 2022 e iniciar as operações comerciais em 2023. “Definitivamente teremos sucesso da próxima vez”, disse Lena Okajima, CEO da ALE, em comunicado. “Espero que você continue a nos apoiar nesse empreendimento”, completou.

A intenção da startup é proporcionar espetáculos para grandes eventos, como seria a abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em julho de 2020, antes que a pandemia global de coronavírus adiasse a festa esportiva.

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Segundo a ALE, quando lançadas, as esferas viajarão mais lentamente pelo céu do que meteoros reais, popularmente conhecidos como estrelas cadentes. Mas não se preocupe: a startup garante que as esferas não representam uma ameaça para as pessoas no solo ou para aviões em operação, afinal, queimam de 60 a 80 km acima da superfície da Terra.

 

Via: Space.com