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Astrônomos anunciaram a descoberta de um arco quase perfeitamente circular de radiação ultravioleta centrada em uma das pontas da constelação Ursa Maior e se estendendo por 30 graus no céu do norte. Se o arco fosse estendido, circundaria completamente a Ursa Maior com um diâmetro de 60 graus.

O arco tem 30 graus de comprimento, uma fração de grau de espessura e é constituído por gás interestelar comprimido e energizado. A fonte da energia e a forma do arco indicam uma onda de choque que avança de uma explosão estelar ou supernova que ocorreu 60 graus acima do plano da Via Láctea.

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A distância e a idade da explosão que criou a onda de choque são altamente incertas. A equipe estima que a explosão ocorreu há mais de 100 mil anos, a uma distância de aproximadamente 600 anos-luz.

Como o círculo completo cobre quase 2.700 graus quadrados de céu, a explosão pode ter sido parcialmente responsável por criar uma “janela” no gás e poeira interestelar acima do sol. “Esta região do céu é conhecida por várias janelas interestelares usadas para estudar as propriedades das galáxias fora da Via Láctea. Esse arco pode ser uma evidência de uma das explosões que criaram essas janelas”, disse Robert Benjamin, professor de física e astronomia da Universidade de Wisconsin-Whitewater nos EUA e um dos membros da equipe.

O arco foi descoberto analisando um conjunto de dados arquivados de imagens ultravioletas tiradas em 1997 pelo Galaxy Evolution Explorer da NASA (GALEX) como parte do GALEX All-Sky Imaging Survey e encontrado usando o Aladin Sky Atlas desenvolvido pelo observatório de Estrasburgo, na França. Comparando o brilho da emissão em duas faixas ultravioleta diferentes, a equipe argumenta que a emissão ultravioleta decorre predominantemente de uma região comprimida de hidrogênio gasoso.

Segundo a astrônoma Marta Alves, da Radboud University na Holanda e membro do grupo que fez a descoberta, ela pode nos ajudar a entender melhor observações radiotelescópicas do céu. “Isso abre as portas para mais observações de ondas de rádio de baixa frequência. Já temos UV e H-alpha, e adicionar observações de rádio ao portfólio seria muito legal”.

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Fonte: Phys.org