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Devido às recomendações de isolamento social, as empresas de transporte compartilhado encontram problemas com a demanda por viagens. Para solucionar isso, elas têm apostado em outras abordagens, como a entrega de produtos.

No entanto, indo contra o caminho adotado pelos concorrentes, a Sity, uma startup brasileira do segmento de transportes, esperar conseguir usar a pandemia para crescer por aqui. Fundada em 2017, a empresa iniciou um processo de expansão para dez novas cidades. Antes disso, as operações eram restritas a São Paulo e Rio de Janeiro.

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Nas últimas semanas, o serviço pôde ser solicitado em Porto Alegre e Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul; Florianópolis, em Santa Catarina; Cascavel e Curitiba, no Paraná; Vitória, no Espírito Santo; Belo Horizonte, em Minas Gerais; Salvador, na Bahia; Goiânia, em Goiás; e Brasília, no Distrito Federal.

Em entrevista à Exame, Fernando Ângelo, fundador da Sity, disse que o objetivo é expandir ainda mais o serviço, indo das 12 cidades atuais para 29 até o fim do ano.

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Fernando Ângelo, fundador da Sity. Foto: Sity/ Divulgação 

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Estratégia de crescimento

Uma das ideias adotadas pelo fundador é tentar atrair um grande número de motoristas para que, no período pós-pandemia, a empresa consiga atender cada vez mais clientes. Um número baixo de colaboradores faz com que as chamadas demorem para ser respondidas – o que pode desencorajar usuários a utilizar o aplicativo.

“Queremos ter uma posição agressiva, realmente. Para que possamos, ao final da pandemia, ter uma boa frota para atender à demanda. É um momento de crise, mas também de consolidação e crescimento da base de motoristas e usuários”, declara Ângelo.

Para atrair colaboradores, a empresa destaca que cobra uma porcentagem de 10% por corrida realizada – enquanto concorrentes solicitam valores que variam entre 20% e 30%. Além disso, a startup oferece um bônus de 100 reais para os motoristas que indicarem amigos para a plataforma – que é recebido quando o indicado completa 100 viagens.

Atualmente, há uma lista de espera para dirigir para a Sity. “Somos muito bem vistos entre os motoristas e isso é um grande ativo para quando a pandemia passar. Muitos estão nos procurando porque, com a queda no número de passageiros, o valor que eles ganham também caiu, mas nós pagamos mais”, comemora o fundador.

Apenas em São Paulo, antes da expansão, o aplicativo registrou a marca de 100 mil passageiros ativos e 20 mil colaboradores. A expectativa é de que, até o fim do ano, 80 mil motoristas e mais de dois milhões de passageiros utilizem o serviço.

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