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A líder técnica do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, afirmou nesta segunda-feira (8) que a disseminação do novo coronavírus por pessoas assintomáticas é muito rara.

Em entrevista na sede a Organização das Nações Unidas (ONU), a médica explicou que, embora alguns estudos mostrem a ocorrência de disseminação do vírus em ambientes domésticos, ainda são necessárias mais pesquisas para confirmar o potencial de transmissão assintomática.

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Segundo a representante da OMS, alguns países que fazem o rastreamento de contatos acompanham casos assintomáticos de Covid-19. No entanto, é “muito raro” o registro de transmissões secundárias durante o monitoramento. Kerkhove ressalta ainda que em alguns casos, nos quais foram identificadas disseminações do vírus, análises posteriores mostraram que os pacientes não eram assintomáticos e tinham desenvolvido, na verdade, sinais leves da doença.

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Pandemia do novo coronavírus já infectou mais de 7 milhões de pessoas e provocou mais de 405 mil óbitos em 188 países e regiões. Imagem: Fabio Vieira/Getty Images

“Estamos constantemente olhando para esses dados e tentando obter mais informações para de fato responder a essa pergunta, ainda parece ser raro que um indivíduo assintomático transmita a doença”, disse a líder da entidade.

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Ela pontuou que existem pacientes verdadeiramente assintomáticos, que recebem diagnóstico positivo em exames para detecção do novo coronavírus, no entanto, autoridades devem concentrar esforços em rastrear pessoas com os sinais da infecção.

“Se de fato acompanhássemos todos os casos sintomáticos, isolássemos esses casos, rastreássemos os contatos e colocássemos esses contatos em quarentena, haveria uma drástica redução na transmissão. Se pudéssemos nos focar nisso, iríamos nos sair muito bem em termos de suprimir a transmissão”, afirmou.

Fonte: G1/UOL