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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou a liberação do funcionamento de comércios de rua na capital paulista a partir desta quarta-feira (10). Os shoppings poderão reabrir no dia seguinte. O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira (9).

Tanto as lojas de rua quanto os shoppings terão que respeitar uma série de regras mais rígidas para garantir a segurança de todos. Um exemplo é o horário de funcionamento, limitado a apenas quatro horas por dia e fora do horário de pico, para evitar a sobrecarga do sistema de transporte público paulistano.

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Os estabelecimentos também terão de respeitar uma lotação máxima de 20% da capacidade, além de adotar ações como o fornecimento de álcool em gel e a orientação para os clientes evitarem aglomerações. As regras vem sendo negociadas desde a semana passada.

Os gestores de alguns shoppings da capital paulista já instalaram câmeras com detecção de temperatura nas portas de entrada, para evitar o acesso de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus. Separadores de filas, com delimitação de espaço para garantir o distanciamento entre os clientes, também estão sendo instalados.

Reprodução

Bruno Covas, prefeito de São Paulo. Imagem: Deyvid Edson/Estadão Conteúdo

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A liberação estende-se também às imobiliárias. Por mais que o setor de construção civil não tenha parado em São Paulo, o comércio presencial de imóveis estava proibido por conta das regras da quarentena.

A capital paulista está há duas semanas na classificação laranja, a segunda mais grave em uma escala de cinco classificações estabelecidas pelo Plano São Paulo, criado pela gestão João Doria para coordenar a reabertura do estado em meio à pandemia de Covid-19. As equipes de Doria e Covas agendaram uma reunião no Palácio dos Bandeirantes para tratar do assunto, com especialistas em saúde e economia.

Até a noite de segunda-feira (8), a cidade de São Paulo tinha uma taxa de ocupação de 64% do total de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI). A capital tem 1.842 pessoas internadas por causa da Covid-19, além de 918 pessoas com suspeita da doença ou com quadro de síndrome respiratória aguda grave.

A flexibilização foi anunciada apenas um dia depois de o estado de São Paulo registrar 334 mortes causadas pelo coronavírus em 24h, um novo recorde.

Via: UOL