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Pelo menos dois (e possivelmente mais) funcionários da Tesla na Califórnia testaram positivo no mês passado para o novo coronavírus. A montadora e o condado de Alameda chegaram a um acordo que permitiu que a empresa reiniciasse a produção no último dia 18 de maio, seguindo estritas regras de distanciamento social e tomando precauções extras para evitar expor os trabalhadores à doença.

No início de junho, um funcionário da Tesla foi diagnosticado com Covid-19 cerca de duas semanas após a reabertura de uma fábrica da empresa em Buffalo, no estado de Nova York. A fábrica produz painéis solares e é operada em conjunto com a Panasonic Solar North America (PSNA).

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Dois funcionários da Califórnia, que falaram sob condição de anonimato ao Washington Post, disseram que os supervisores realizaram reuniões com suas equipes para relatar que vários casos da Covid-19 tinham sido detectados na empresa e que os afetados foram orientados a ficar em casa.

Os funcionários que falaram com a reportagem dizem que “não há distanciamento social quando se registra entrada/saída [porque] as pessoas estão com pressa de ir para casa ou voltar ao local de trabalho”, e que dentro da fábrica, as mudanças “não são nada além de uma máscara”.

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Por semanas o CEO da Tesla, Elon Musk, brigou pela reabertura da fábrica da montadora – apesar das autoridades locais determinarem o fechamento de serviços não essenciais diante da pandemia do novo coronavírus. “Estarei na linha [de produção] com todo mundo. Se alguém for preso, peço que seja apenas eu“, chegou a afirmar o empresário em publicação no Twitter.

A fábrica da Tesla na Califórnia emprega cerca de 10 mil funcionários, que estão trabalhando em turnos variados e agora são obrigados a usar máscaras e limitar o contato com outras pessoas. Como parte do acordo com o condado, a Tesla teria que relatar todos os casos positivos ao Departamento de Saúde Pública. Porém, como a empresa reiniciou a produção uma semana antes, a montadora “não era obrigada a relatar diretamente casos conhecidos” antes do acordo, disseram autoridades ao Post.

A disputa entre os responsáveis pela saúde pública de Alameda e Musk começou em março, quando o empresário manteve fábrica aberta e obrigou as autoridades a classificarem a produção de veículos como “não essencial”. Na época, Musk tuitou “FREE AMERICA NOW” (“libertem a América agora”, em inglês), e em abril classificou as medidas de quarentena como “fascistas”. No início de maio, a Tesla processou o condado e Musk ameaçou transferir a empresa da Califórnia para o Texas ou Nevada.

Segundo o Post, a Tesla não retornou um pedido de comentário sobre a denúncia por parte do jornal. 

Via: Washington Post