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De acordo com a Teoria da Relatividade elaborada por Albert Einstein no ano de 1905, se você soltar simultaneamente uma pena e uma bola de boliche no vácuo, elas atingirão o chão ao mesmo tempo. Ou seja, apesar de suas massas serem muito diferentes, os objetos são afetados por um campo gravitacional exatamente da mesma forma. O mesmo vale para objetos maciços, como estrelas, e astrofísicos acabam de comprovar essa teoria.

Os cientistas usaram radiotelescópios para medir como uma estrela de nêutrons orbita duas estrelas anãs brancas em um sistema parecido com a forma que a Terra e a Lua orbitam o Sol. Quando compararam a velocidade, as massas e o movimento dos corpos celestes, eles conseguiram executar uma versão cósmica dos famosos testes feitos por Galileu Galilei, no final dos anos 1500. Os resultados mostraram que todas as três estrelas são afetadas da mesma forma por seus campos gravitacionais, embora suas massas sejam diferentes.

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Reprodução

Representação de um pulsar e a estrela anã branca com suas órbitas. A segunda estrela anã branca está em segundo plano. Imagem: Guillaume Voisin CC BY-SA 4.0

Existem duas maneiras para se medir a massa de um objeto. Uma delas é contrabalancear esse objeto com outro de massa conhecida, como em uma balança de dois pratos. A outra é um pouco mais complicada: acelerar o objeto e trabalhar da maneira inversa, usando a segunda lei do movimento de Isaac Newton (a força resultante que age sobre um corpo é o produto da massa do corpo por sua aceleração).

Os pesquisadores observaram que ambos os resultados são equivalentes, mas não conseguiam explicar o porquê. A Teoria da Relatividade de Einstein (e o princípio da equivalência) foi criada justamente para elucidar as leis da natureza que determinam esses resultados. Com o passar do tempo, conforme a tecnologia e a ciência avançam, mais e mais teorias de Einstein são comprovadas: das lentes gravitacionais às ondas gravitacionais, e agora o princípio da equivalência.

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O trabalho de Einstein é fundamental para entendermos o espaço-tempo, e ter mais uma confirmação adicional apenas passa ainda mais confiança em suas teorias. A pesquisa foi publicada na Astronomy & Astrophysics.

Via: Engadget