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Recentemente, o Twitter sinalizou uma publicação do presidente norte-americano Donald Trump como imprópria por incitar a violência contra manifestantes que protestavam contra a morte de George Floyd. Agora, ao que parece, há outro problema envolvendo um conteúdo compartilhado pelo governante.

Na quinta-feira (18), Trump compartilhou um vídeo em que duas crianças corriam por uma calçada. O trecho foi alterado para parecer como se a CNN o tivesse transmitido – inclusive com o logotipo e todos os elementos presentes nas coberturas legítimas da emissora.

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É possível ainda ler a frase “Criança aterrorizada corre de bebê racista”. Por conta disso, o conteúdo foi classificado como manipulado. Abaixo do vídeo, um símbolo com uma exclamação é mostrado indicando que o conteúdo é duvidoso.

Pelo que se sabe, o vídeo foi originado a partir de um popular criador de memes pró-Trump, chamado de CarpeDonktum. A plataforma classificou o conteúdo no mesmo dia em que foi postado. No entanto, o tuíte já havia sido visto por quase quatro milhões de usuários.

Apesar do aviso, ainda é possível curtir e compartilhar o conteúdo normalmente. No caso anterior, quando Trump foi acusado de incitar a violência, o tuíte não podia ser curtido, compartilhado ou visualizado sem que o aviso colocado sobre ele fosse lido.

Diretrizes do Twitter

As políticas da empresa proíbem o compartilhamento de vídeos, fotos ou áudios que foram “enganosamente alterados ou fabricados” para enganar os espectadores. Essa foi a primeira vez que a rede social usou uma classificação do tipo em uma das postagens de Trump.

É bem provável que a medida reacenda as tensões entre o presidente e o Twitter, que o governante usa várias vezes ao dia para transmitir mensagens para seus mais de 82 milhões de seguidores.

As medidas de classificação adotadas recentemente pelo Twitter têm gerado críticas dos apoiadores do presidente. Enquanto alguns deles dizem que a empresa censura vozes conservadoras, os que são contrários ao governo indicam que a rede social é muito tolerante com Trump, que costuma postar várias mensagens provocativas.

Via: The New York Times