Reguladores de concorrência da União Europeia (UE) estão investigando cerca de 400 empresas para evitar casos antitruste no mercado de assistentes pessoais. A Alexa, da Amazon, a Siri, da Apple, e o Google Assistant, da Alphabet, assistentes de voz mais populares, estão envolvidos na investigação.

“Ele (assistente de voz) envia uma mensagem importante para as operadoras poderosas desse mercado, que as estamos observando e que elas precisam fazer negócios de acordo com as regras da concorrência”, destacou Margrethe Vestager, da Comissão Europeia da Concorrência.

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Segundo executivos da UE, a investigação foi motivada pela grande quantidade de dados de usuários de dispositivos com Internet das Coisas e pelo fato de querer garantir que as empresas envolvidas no mercado não usem o controle dessas informações para prejudicar ou impedir a concorrência. “A interoperabilidade é essencial se queremos tornar esse mercado mais acessível”, afirmou Vestager.

ReproduçãoEuropa investiga assistentes de voz para garantir a concorrência. Foto: 9to5Google

Se forem consideradas culpadas por violar as regras antitruste do bloco econômico, as empresas investigadas podem ser multadas em até 10% de seu faturamento global.

Vale destacar que a Comissão Europeia já fez investigações semelhantes em outros setores, como comércio eletrônico, produtos farmacêuticos, serviços financeiros e energia. Nestes casos, processos e multas pesadas chegaram a ser aplicadas.

Google Assistente ainda mais pessoal

Para muito além do “ok, Google”, a empresa quer tornar seu assistente pessoal ainda mais pessoal, permitindo que o Google Assistente seja configurado de maneira que os aparelhos da casa consigam diferenciar as vozes dos usuários uns dos outros.

Ao ativar o Voice Match, o usuário terá que falar frases mais completas para ensinar o sistema a reconhecer sua voz, assim como para receber resultados personalizados, como lembretes de calendário e playlists favoritas. Até seis pessoas podem ser vinculadas ao mesmo tempo a um único dispositivo compatível com o Google Assistente.

Via: Reuters