A empresa de turismo espacial Virgin Galactic revelou nesta segunda-feira (3) o design de seu futuro jato supersônico. Quando finalizado, o veículo poderá transportar até 19 passageiros a uma velocidade três vezes superior à do som, ou cerca de de 3.700 km/h. 

O objetivo da empresa é que esse tipo de jato possibilite viagens super-rápidas de um ponto a outro da Terra. A nível de comparação, a maioria dos aviões comerciais alcançam a velocidade máxima de 850 km/h em condições ideais. A altitude também impressiona: o jato voará a 60 mil pés de altura, ou 18.288 metros — quase sete quilômetros mais alto que os aviões comuns. Isso fará com que uma viagem entre Nova York e Londres, que normalmente dura cerca de sete horas, seja feita em apenas 90 minutos. 

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Projeção do design do novo jato da Virgin Galactic. Imagem: Reprodução/Virgin Galactic

Para construir o jato, a Virgin Galactic terá ajuda da fabricante de motores Rolls-Royce, que desenvolverá a tecnologia de propulsão necessária. Anteriormente, a empresa já havia anunciado uma parceria com a Nasa para acelerar o desenvolvimento de seus veículos supersônicos. 

Ainda não se sabe quando o veículo ficará pronto ou quanto custarão as passagens, mas é certo que não serão baratas. 

Turismo espacial

Encurtar a duração das pontes aéreas é apenas a ambição mais modesta da Virgin Galactic. Por anos, a companhia vem trabalhando em projetos de turismo espacial — isto é, a possibilidade de “dar uma volta” no espaço, ou quase isso. 

O veículo desenvolvido para essa finalidade é a espaçonave VSS Unity, cujo interior foi revelado recentemente durante uma live. A expectativa é que ela alcance até 100 quilômetros de altitude. Tecnicamente, ainda não é o espaço, mas a essa distância do solo já é possível ter uma “visão perfeita da Terra” e experimentar a ausência da gravidade.

Pode parecer sonho, mas o turismo espacial está mais próximo de se tornar realidade do que se imagina. Em 2019, o VSS Unity chegou a levar uma passageira à altitude de 90 quilômetros, que já é considerada pela Nasa como território espacial.

Em breve, esse tipo de turismo deve ficar cada vez mais comum. O preço, no entanto, é salgado: US$ 250 mil (cerca de R$ 1 bilhão e 300 mil) por assento. Embora o cenário tecnológico seja promissor, por enquanto é melhor continuar planejando uma viagem a Paris. 

Via: The Verge