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A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) concedeu à SpaceX permissão para instalar 1 milhão de terminais de acesso para sua futura rede de internet, a Starlink. Agora, a empresa tenta expandir este número para 5 milhões.

Terminais de acesso são como “antenas parabólicas” que recebem o sinal da internet via satélite. A SpaceX quer aumentar a quantidade desses receptores para atender à alta demanda prevista para o serviço. Numa consulta online disponibilizada no site da companhia, 700 mil americanos registraram interesse em adquirir o acesso à banda larga. 

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No formulário, que ficou disponível por apenas alguns dias, era solicitado aos interessados que informassem seu endereço, para que pudessem “obter atualizações sobre a disponibilidade dos serviços Starlink em sua área”. 

Elon Musk, CEO da SpaceX, disse recentemente que a internet Starlink será destinada principalmente às zonas rurais, onde as empresas tradicionais de telecomunicações encontram dificuldades para fornecer conexão por meio de linhas fixas ou torres de celular.

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Terminal de acesso da Starlink. Imagem: Ashish Sharma/SpaceX

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Em grandes centros urbanos, por outro lado, a rede da SpaceX pode enfrentar problemas. Musk explicou que o sinal proveniente do espaço não é bom para situações de alta densidade de usuários. “Podemos ter um pequeno número de clientes em Los Angeles, mas não muitos, porque a largura de banda por célula simplesmente não é alta o suficiente”, afirmou. 

A Starlink tem permissão para lançar até 12 mil satélites no espaço para implementar sua rede de internet. Até o momento, já foram enviados 540. Os testes de acesso beta devem ser iniciados ainda este ano, com planos para que o lançamento comercial completo ocorra em breve.

Vale destacar que, embora esteja adiantada, a SpaceX não é a única companhia a apostar no espaço para o fornecimento de internet de baixa latência. Em julho, a Amazon recebeu sinal verde para iniciar os preparativos do projeto Kuiper, que deve lançar 3 mil satélites à órbita da Terra até 2029. 

Via: Ars Technica