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Uma equipe de cientistas do Imperial College em Londres, no Reino Unido, em parceria com pesquisadores da Índia, Itália e EUA desenvolveu um teste genético que é capaz de identificar bebês que correm risco de dano cerebral devido à falta de oxigênio no nascimento.

O teste analisa amostras de sangue em busca de genes que quando ativados ou desativados estão relacionados a problemas neurológicos a longo prazo, como paralisia cerebral ou epilepsia. A expectativa é que um diagnóstico precoce possibilite o tratamento antes que o problema se torne permanente.

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O estudo foi feito na Índia, onde de 500 mil a 1 milhão de bebês nascem todo o ano sofrendo com privação de oxigênio, o que pode ser causado por fatores como pouco oxigênio no sangue da mãe, infecções ou complicações com o cordão umbilical durante o nascimento.

Amostras de sangue de 45 bebês foram coletadas até seis horas após o nascimento e eles foram acompanhados até os 18 meses de vida para determinar quais tiveram danos cerebrais. As amostras foram então analisadas para determinar a expressão dos genes, ou seja, quais foram “ligados” e “desligados”, e comparadas com bebês saudáveis em busca de diferenças.

A equipe encontrou 855 genes que foram expressos de forma diferente, com dois deles mostrando a diferença “mais significativa”. Identificar o mecanismo que causa sua expressão pode levar a uma melhor compreensão das neurodeficiências causadas pela privação de oxigênio, e como impedir que elas ocorram.

Segundo o Dr. Paolo Montaldo, do Centro para Neurociência Perinatal do Imperial College e líder do estudo, “sabemos que uma intervenção rápida é a chave para prevenir os piores resultados em bebês que sofreram privação de oxigênio, mas saber quais bebês precisam desta ajuda, e qual a melhor forma de ajudá-los, ainda é um desafio.

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Fonte: Medical Express