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Durante uma apresentação de resultados trimestrais a investidores nesta segunda-feira (3) a Virgin Galactic anunciou que espera iniciar seus voos turísticos suborbitais em 2021, e não neste ano como originalmente anunciado.

Segundo a empresa, a pandemia de Covid-19 “reduziu o ritmo” de seus preparativos para o primeiro voo espacial operacional devido a novos procedimentos de saúde e segurança, alinhados com recomendações de autoridades de saúde locais e estaduais, bem como com o Centro de Controle e Prevenção Doenças (CDC), órgão do governo federal dos EUA.

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A empresa espera realizar mais dois voos de teste a partir do “Espaçoporto América“, sua base em Nevada, nos EUA. O primeiro deles vai acontecer “neste outono” (no hemisfério norte, primavera aqui no Brasil) carregando dois pilotos de teste, mas nenhum passageiro. Se tudo der certo um segundo voo sera realizado, carregando dois pilotos de teste e quatro especialista de missão para avaliar o desempenho da cabine de passageiros.

A segurança “é o principal foco”, da Virgin Galactic, que lembra que o cronograma pode mudar caso algo inesperado aconteça. A empresa espera que seu fundador, Richard Branson, faça seu primeiro voo espacial no primeiro trimestre de 2021, marcando o início da operação comercial.

A Virgin Galactic diz que ao menos 600 passageiros já reservaram uma viagem espacial. Os voos devem custar ao menos US$ 250 mil (cerca de R$ 1,3 milhão em conversão direta) por cliente. No ano passado, a empresa divulgou os trajes que serão usados por turistas, e recentemente apresentou o design da cabine de passageiros.

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Além disso, a companhia anunciou recentemente um acordo para desenvolver missões espaciais que levarão turistas para a Estação Espacial Internacional (ISS). O VSS Unity não tem capacidade de transportar astronautas até a estação, que está a 408 km de altitude. Por isso, a Virgin Galactic deve exercer um serviço de agenciamento em parceria com a SpaceX e outras empresas de tecnologia espacial.

Fonte: Space.com