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Marte é o planeta mais estudado pelos pesquisadores espaciais. Não por acaso, existem hoje três missões a caminho do Planeta Vermelho; isso sem contar a que já está lá desde 2013. E por falar na Maven, como é chamada a espaçonave enviada pela Nasa, uma animação mostrando o brilho esverdeado do anoitecer de Marte com as imagens surpreendentes registradas pela missão.

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A equipe responsável por monitorar as observações da espaçonave publicou um novo artigo na revista Space Phusics. Para a surpresa deles, foi descoberto que a atmosfera marciana pulsa exatamente três vezes todas as noites de primavera e outono. Além disso, novas análises mostram inesperadas ondas e espirais nos polos durante o inverno marciano.

Já o “nightglow”, como é chamado o brilho esverdeado durante o anoitecer, apesar de ser conhecido há vários anos, apenas agora ganhou uma explicação. Segundo o novo estudo, ele é, provavelmente, resultado de emissões de óxido nítrico. O fenômeno acontece após a luz ultravioleta do Sol decompor o dióxido de carbono e as moléculas de nitrogênio do lado diruno do planeta. As partículas resultantes são distribuídas pelos ventos de grande altitude para o lado noturno, onde caem e se recombinam, criando a energia que é liberada na forma de luz ultravioleta.

“O brilho ultravioleta vem principalmente de uma altitude de cerca de 70 quilômetros, com o ponto mais brilhante a cerca de mil quilômetros, e é tão brilhante quanto as luzes do norte da Terra“, destacou Zac Milby, pesquisador do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado e coautor do estudo. Milby destaca, porém, que o comprimento de onda não é visível para futuros astronautas que visitem o planeta.

Apesar do avanço, o estudo sobre o brilho esverdeado ainda não terminou. A equipe ainda espera examinar o fenômeno de uma perspectiva inteiramente nova, olhando de logo acima da atmosfera do planeta. Com isso, será possível ter uma visão mais detalhada dos ventos, o que deve ajudar a entender as mudanças sazonais que ocorrem no planeta vizinho.

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Tuneis de tubos de lava como moradia em Marte

A colonização da Lua e Marte consiste em muito mais desafios do que apenas a viagem espacial em si. Quem for viver em qualquer um dos lugares, precisa de proteção contra radiação e meteoritos. Para tal, cientistas italianos estão considerando o interior dos tubos de lava para a habitação humana, em vez de construir bolhas de vidro.

Um novo estudo indica que há muito espaço dentro de cavernas de lava lunar e marciana. Essas formações são semelhantes a um lago congelado: elas ficam mais frias do lado externo e endurecem, enquanto no lado interno continuam líquidas com a lava fluindo, criando um tubo. A pesquisa foi publicada na revista Earth-Science Reviews.

Via: Futurism