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A empresa de internet de bordo Gogo anunciou na segunda-feira (10) que está negociando a venda da divisão de aviação comercial por conta de dívidas impulsionadas pela pandemia da Covid-19. O CEO Oakleigh Thorne afirmou, por meio de uma teleconferência, que a Gogo tem conversado com vários possíveis compradores e se diz otimista com a possibilidade de um acordo.

Segundo Thorne, a divisão de aviação executiva teve uma recuperação mais rápida que a divisão comercial e, por isso, ele acredita que a divisão comercial teria mais chances de sucesso se combinada com um concorrente.

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“Estamos realmente orgulhosos da equipe de aviação comercial e sua tremenda capacidade, e acreditamos que ela terá um futuro brilhante como parte de uma entidade maior e mais totalmente integrada,” disse Thorne.

A empresa, que está no mercado há 20 anos e foi pioneira em fornecer conectividade de internet nos voos, agora passa por uma de suas piores crises, assim como outras empresas do ramo de viagem.

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A maioria das demissões feitas pela Gogo para cortar gastos aconteceu na divisão de aviação comercial. Créditos: Pixabay

Mesmo sendo tendo entre seus clientes companhias aéreas como Delta, United e Alaska, a Gogo teve prejuízo de US$ 86 milhões e receita de 96 milhões durante o segundo trimestre de 2020, situação que cria temores nos acionistas. Enquanto isso, o uso diário do seu serviço nos Estados Unidos caiu em 91%, de 125 mil antes da pandemia para apenas 11 mil usuários em abril.

Na teleconferência, Thorne também afirmou que a Gogo foi prejudicada pelas companhias aéreas que pararam de utilizar algumas aeronaves que já possuíam sua tecnologia de conexão.

Corte de funcionários 

Em abril, a empresa demitiu cerca de 600 funcionários de várias áreas e diminui o salário de executivos. Em julho, mais 143 pessoas foram dispensadas de seus empregos, a maioria do setor de aviação comercial.

A Gogo até chegou a solicitar um financiamento de US$ 230 milhões da Lei CARES, feita para auxiliar financeiramente empresas e outras instituições que foram afetadas pelo surto de COVID-19, mas não conseguiram receber o auxílio.

Além das demissões, a empresa também renegociou contratos de fornecedores para tentar aliviar as contas. “Economias devem ser adequadas para nos ajudar nos dias mais ensolarados”, disse Thorne.

Fonte: The Verge