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Um novo levantamento da Bloomberg descobriu que o patrimônio líquido de Tim Cook superou a marca de US$ 1 bilhão, tornando o CEO da Apple oficialmente um bilionário. É muito dinheiro, mas ele ainda precisa lutar para alcançar outros CEOs da lista de bilionários da Bloomberg. Jeff Bezos, CEO da Amazon, lidera o ranking com US$ 187 bilhões, seguido por Bill Gates, ex-CEO da Microsoft que acumula US$ 121 bilhões. Em seguida, aparece Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, com “modestos” US$ 102 bilhões. Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, aparece somente no décimo lugar da lista, mas ainda muito a frente de Cook: seu patrimônio é de US$ 68,7 bilhões.

Apesar da diferença, todos têm uma coisa em comum: muito dinheiro. São quantias absurdas, até difíceis de entender, principalmente durante uma crise econômica tão grande quanto a que vivemos atualmente por conta da pandemia. Mas quem se importa com ricos ficando mais ricos? Acontece que essas pessoas administram as empresas mais valiosas do mundo e influenciam nossa vida diariamente, de inúmeras maneiras. Como bem disse a repórter Kashmir Hill, é quase impossível se livrar completamente da economia que Google, Amazon, Apple, Microsoft e Facebook construíram.

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Cook é um caso incomum no grupo de bilionários, porque ele não fundou a Apple, e é raro um CEO não fundador se tornar bilionário. Porém, Cook transformou a Apple na empresa de capital aberto mais valiosa do mundo, superando a estatal petrolífera saudita Aramco em julho deste ano. O CEO passou muitos anos na empresa e reconstruiu sua cadeia de suprimentos usando princípios de manufatura “just-in-time”, como redução de estoque, depois de ser contratado por Steve Jobs para ser COO (diretor de operações) da Apple.

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Tim Cook, CEO da Apple. Imagem: Cristopher Polk/NBC/NBCU Photo Bank

Segundo a maioria dos relatos, Cook adotou uma abordagem mais cautelosa e comedida como diretor do que seu antecessor, mas o lucro e a receita da Apple mais do que dobraram no período em que ele passou a comandar a companhia.

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Não está claro como o legado de Cook se manterá com o tempo. Atualmente, a Apple e outras empresas com grandes operações de manufatura e bases de clientes na China tentam determinar como a proibição de Trump a algumas companhias chinesas os afetará. Por enquanto, a Apple está se saindo bem; seus ganhos no terceiro trimestre mostraram prosperidade em meio à pandemia que devastou outras empresas. Nesse período, a Apple teve uma receita de US$ 59,7 bilhões, 11% a mais que no ano anterior. Agora, a empresa se aproxima de uma capitalização de mercado de US$ 2 trilhões.

Via: The Verge