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Esta semana, a Nasa comemorou os 15 anos do lançamento do satélite Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) que partiu em uma busca de evidências de água na superfície de Marte, e atualmente é uma das sondas mais prolíficas da agência espacial.

Entre outras atividades, a MRO estuda as temperaturas na atmosfera do Planeta Vermelho e usa radares para analisar minerais na sua superfície e no subterrâneo. Mas um equipamento sozinho é o maior responsável pela fama do satélite: desde 2006, a câmera a High-Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) já fez 6.882.204 imagens de Marte, gerando 194 terabytes de dados.

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A sonda possui ainda outras duas câmeras, a Mars Color Imager (MARCI) com uma lente grande angular que produz uma visão global diária de Marte, e a Context Camera (CTX) que fornece fotos em preto e branco cobrindo áreas de 30 quilômetros de largura. Como parte das comemorações do aniversário da MRO, a Nasa fez uma galeria com as melhores fotos produzidas pelo equipamento.

Algumas dessas imagens vêm em forma de animação, como a captura que mostra como uma tempestade de poeira que envolveu o planeta inteiro em 2018 mudou a aparência de Marte. O fenômeno até atrapalhou alguns dos estudos conduzidos pela Nasa, e fez com que o rover Opportunity perdesse o contato com a Terra. A imagem da esquerda mostra o planeta em 28 de maio, enquanto o registro da direita foi feito em 1º de julho.

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Marte antes e depois da tempestade de poeira. Imagem: Nasa/JPL-Caltech/MSSS

Falando em rovers, outra animação foi criada a partir das imagens da MRO para mostrar o percurso da Curiosity na superfície de Marte. Não é raro que a HiRISE seja usada para capturar imagens dos veículos da Nasa, Spirit, Opportunity e Curiosity, na superfície marciana, bem como as sondas estacionárias Phoenix e InSight.

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O rover Curiosity e suas trilhas na cratera Gale. Imagem: Nasa/JPL-Caltech/University of Arizona

A vantagem de ter uma sonda em atividade por 14 anos, 5 meses e três dias é que os pesquisadores contam com material para estudar mudanças regulares na superfície do planeta. Segundo a Nasa, as listras escuras na animação abaixo aparecem nos mesmos lugares por volta das mesmas épocas do ano.

“Foi inicialmente proposto que eles eram causados por salmoura, já que o sal poderia permitir que a água permanecesse líquida na fina atmosfera de Marte. O consenso agora, no entanto, é que na verdade são causados por areia escura deslizando em declives”, explica a agência.

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Mudanças sazonais nas marcas escuras em uma encosta equatorial marciana. Imagem: Nasa/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

O restante das imagens da galeria da Nasa você pode conferir abaixo, com a explicação do que é cada foto na sua legenda:

Nasa/JPL-Caltech/University of Arizona

HiRISE captura um redemoinho de poeira gigantesco no solo de Marte. O comprimento da sombra desse redemoinho indica que ele tinha mais de 800 metros de altura – mais ou menos do tamanho do Burj Khalifa dos Emirados Árabes Unidos, o edifício mais alto da Terra. Imagem: Nasa/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

Nasa/JPL-Caltech/University of Arizona

Com a vaporização sazonal do gelo, durante a primavera, penhascos de 500 metros de altura no polo norte de Marte desmoronam, revelando as escalas de tempo geológico do planeta. Imagem: Nasa/JPL-Caltech/University of Arizona 

Nasa/JPL-Caltech/University of Arizona

Uma cratera que se estende por aproximadamente 30 metros de diâmetro e é cercada por uma grande zona de explosão. Ao examinar a distribuição dos detritos, cientistas concluíram que explosão que criou esta cratera lançou material a até 15 quilômetros de distância. Imagem: Nasa/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

Nasa/JPL-Caltech/University of Arizona

A MRO também fotografou o nosso planeta. Esta imagem composta foi feita de quatro conjuntos de fotos da HiRISE da Terra e da Lua. Imagem: Nasa/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

Nasa/JPL-Caltech/University of Arizona

Fobos é uma das duas luas de Marte. Batizada em referência ao deus grego do medo (é daí que vem a palavra “fobia”), ela tem apenas cerca de 21 quilômetros de diâmetro. A cratera Stickney, a reentrância no canto inferior direito, tem cerca de 9 quilômetros de largura. Imagem: Nasa/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

Via: Nasa