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Pesquisadores da Check Point Research descobriram que a Alexa, assistente virtual da Amazon, é vulnerável a um ataque relativamente simples, que poderia legar ao vazamento de informações pessoais de seu proprietário.

Alguns subdomínios do serviço estavam vulneráveis a má configuração de recursos como Cross-Origin Resource Sharing (CORS), que permite que sites carreguem recursos de outros domínios que não o seu próprio, e Cross Site Scripting (XSS), que permite que criminosos injetem código em páginas visitadas por suas vítimas.

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Com isso os pesquisadores descobriram que era possível capturar um token de autenticação, permitindo que executem ações no dispositivo da vítima, sem sua autorização ou conhecimento.

Esta vulnerabilidade permitiria a hackers instalar novas Skills (aplicativos que ampliam os recursos do Alexa) na conta de um usuário, obter uma lista das skills instaladas, remover uma skill instalada, obter o histórico de interações de voz entre o usuário e a Alexa e obter informações pessoais da vítima.

Para explorar a falha, tudo o que um malfeitor precisaria fazer é convencer o usuário a clicar em um link da Amazon especialmente elaborado, que pode ser disfarçado, por exemplo, como um link para um produto na loja da empresa.

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Segundo a Check Point Research, que publicou um artigo técnico detalhando a vulnerabilidade, a Amazon foi informada em junho de 2020, e já corrigiu o problema.

“Os dispositivos IoT são inerentemente vulneráveis ​​e ainda carecem de segurança adequada, o que os torna alvos atraentes para os cibercriminosos. Eles estão continuamente procurando novas maneiras de violar dispositivos ou de usá-los para infectar outros sistemas críticos”, disse a Checkpoint.

“Esta pesquisa apresentou um ponto fraco no que é uma ponte para tais dispositivos IoT. Tanto a ponte quanto os dispositivos servem como pontos de entrada. Eles devem ser mantidos protegidos o tempo todo para evitar que hackers se infiltrem em nossas casas inteligentes”, afirma a empresa.

A Amazon se posicionou sobre o incidente, dizendo: “a segurança de nossos dispositivos é prioridade e agradecemos o trabalho de pesquisadores independentes como a Check Point, que nos trazem questões como essa. Corrigimos este problema assim que tivemos conhecimento e continuamos a fortalecer ainda mais nossos sistemas. Não temos conhecimento de nenhum caso desta vulnerabilidade sendo usada contra nossos clientes ou que qualquer informação de clientes tenha sido exposta”. 

Fonte: Checkpoint Research