Cientistas do Instituto de Ciência e Tecnologia Skolkovo, em Moscou, desenvolveram um novo método para estudar as “ejeções rápidas de massa coronal” (CME – Coronal Mass Ejection), poderosas rajadas de material magnetizado emitidas pela atmosfera exterior do sol.

Com velocidades entre 100 e 3.500 km/s, estas nuvens de plasma podem levar menos de um dia para chegar até nós e causar tempestades eletromagnéticas, com potencial para destruir infraestrutura tecnológica vital tanto em órbita quanto em solo.

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Um dos eventos mais intensos de que se tem notícia aconteceu em 1859, e causou o colapso do sistema de telégrafo em toda a América do Norte e em partes da Europa. Atualmente, uma tempestade solar do mesmo nível poderia interromper redes de transmissão de energia elétrica, transmissões de TV, acesso à Internet e transmissões de rádio.

A recuperação dos sistemas poderia levar até uma década, com custo avaliado em vários trilhões de dólares. Não podemos impedir que as CMEs aconteçam, mas entendendo seu funcionamento podemos prever quais eventos produzirão efeitos mais intensos, o que nos dá tempo de nos prepararmos.

Usando o novo método, os pesquisadores descobriam que as CMEs tendem a ser mais intensas quando dois eventos, originados da mesma região do Sol com pouca diferença de tempo entre si, interagem no espaço, causando uma aceleração nas partículas que é maior que a encontrada em uma CME isolada.

Atualmente estamos saindo de um período de baixa atividade do Sol, chamado “mínimo solar”, e entrando em um período de maior atividade que ocorre a cada década. Felizmente, segundo os astrônomos, há pouca possibilidade de eventos extremos, embora isso não signifique que eles não podem ocorrer.

“Entender as características de erupções solares extremas e evento meteorológicos no espaço podem nos ajudar a melhor compreender a dinâmica e variabilidade do Sol e também os mecanismos físicos atrás destes eventos”, diz a autora principal do estudo, a Dra. Jenny Marcela Rodriguez Gómez.

Segundo Tatiana Podladchikova, professora assistente do Skoltech Space Center e coautora do estudo, “nossa sociedade tecnológica moderna precisa levar isto a sério, estudar os episódios climáticos espaciais extremos e compreender todas as sutilezas da interação entre o Sol e a Terra”;

Fonte: Space.com