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No último domingo (16), o asteroide 2020 QG bateu o recorde de sobrevoo mais próximo da Terra – sem atingir o nosso planeta, claro – quando passou a apenas 2.950 quilômetros acima do Oceano Índico. Mas segundo os astrônomos, a rocha só conseguiu chegar tão perto porque teve uma “ajudinha” do planeta em seu trajeto.

“É muito legal ver um pequeno asteroide chegando tão perto, porque podemos ver a gravidade da Terra curvar drasticamente sua trajetória”, explica o diretor do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, Paul Chodas. “Nossos cálculos mostram que este asteroide foi girado cerca de 45 graus ao passar por nosso planeta”.

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Esta animação mostra a curva da trajetória do asteroide 2020 QG durante sua aproximação com a Terra. Imagem: Nasa/JPL-Caltech

A princípio, a passagem do 2020 QG passou completamente desapercebida pelos pesquisadores. Só o Zwicky Transient Facility, um telescópio de pesquisa financiado pela Fundação Nacional de Ciências dos EUA e pela Nasa, capturou uma imagem do asteroide se afastando da Terra, seis horas depois, a uma velocidade de 12,3 quilômetros por segundo. “Por mais rápido que possa parecer, é um pouco mais lento do que a média para um asteroide próximo à Terra”, afirma Chodas.

Milhões de asteroides com o mesmo tamanho do 2020 QG (entre 3 e 6 metros) circulam nas proximidades da Terra. Difíceis de detectar, essas rochas não representam perigo para a vida no planeta, mesmo que nos atinja em cheio. “Se ele [2020 QG] estivesse realmente em uma trajetória de impacto, provavelmente teria se tornado uma bola de fogo ao se fragmentar na atmosfera da Terra, o que acontece várias vezes por ano”, explica a Nasa, em um comunicado oficial.

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A agência procura monitorar de perto as rochas com 140 metros ou mais – essas sim, representam uma ameaça muito maior e podem ser detectados muito mais longe da Terra. A Nasa já encontrou e rastreou mais de 95% dos asteroides do tamanho de uma montanha na vizinhança da Terra, e nenhum deles representa um risco de impacto em um futuro próximo.

Via: Space.com/Nasa