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Protetores faciais (ou face shields) e máscaras com válvulas são pouco eficientes para minimizar a propagação do novo coronavírus, sugere um estudo publicado na revista Physics of Fluids.

Os autores instalaram um dispositivo na cabeça de um manequim para gerar vapores a partir da mistura de água e glicerina. Com ajuda de uma bomba para expelir o conteúdo, os cientistas simularam o fluxo de tosses e espirros enquanto o boneco vestia diferentes tipos de equipamentos de proteção. Os pesquisadores também aplicaram um procedimento com lâminas de laser para identificar e estudar a dispersão das gotículas.

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O experimento indicou que os protetores faciais são capazes de bloquear inicialmente a disseminação das gotículas. Porém, uma parcela delas ainda fica suspensa na parte inferior do acessório. Em alguns segundos, as partículas se disseminam pela frente os lados do manequim em um alcance de quase um metro. Além disso, as gotículas também se espalham para trás do modelo.

No caso de máscaras com respiradores, o fluxo passa através das válvulas e viaja em direção ao solo. Contudo, algumas moléculas ainda permanecem suspensas e são amplamente disseminadas no ambiente. Já as simulações com máscaras faciais sem válvula retratam que um volume reduzido de partículas escapa pela parte superior dos equipamentos.

Os pesquisadores testaram duas marcas diferentes de máscaras não recomendadas para uso médico e identificaram que o volume de gotículas dispersas foi significativamente distinto. Eles atribuíram a diferença à qualidade dos materiais. O mesmo foi observado para máscaras de fabricação caseira.

De acordo com autores, os resultados indicam “que protetores faciais e máscaras com válvulas de respiração podem não ser tão eficazes quanto as máscaras faciais comuns para restringir a propagação de gotículas”. Eles alertam ainda que mesmo as melhores máscaras têm algum grau de escape de partículas.

“Ainda é importante manter distância física ao usar [máscaras] para atenuar a transmissão”, ressalta Siddhartha Verma, autor principal do estudo e professor assistente da Faculdade de Engenharia e Ciência da Computação da Universidade Florida Atlantic.

Via: LiveScience