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Mark ZuckerbergCEO do Facebook, reconheceu em reunião com funcionários que um evento de uma milícia pedindo a seus seguidores que levassem armas para um protesto em Kenosha, nos Estados Unidos, permaneceu na plataforma por conta de um “erro operacional”.

A polêmica em torno do assunto cresceu ainda mais após um suspeito de 17 anos ter supostamente atirado e matado dois manifestantes no dia 25 de agosto.

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O evento, que foi criado pela página Kenosha Guard, foi denunciado para a plataforma cerca de 450 vezes logo após sua criação e foi considerado “não violador” por quatro moderadores. A página e o evento foram retirados no Facebook em 26 de agosto, várias horas após o tiroteio em Kenosha. Segundo a empresa, o jovem de 17 anos que foi acusado de matar os manifestantes não tem relação direta com a página ou com o evento.

As quatro análises feitas por moderadores determinaram que a página e o evento não violavam as políticas do site. No entanto, um relatório feito por funcionários do Facebook mostra que outras várias análises que foram “feitas por automação” também chegaram a mesma conclusão.

A página e o evento só foram retirados do ar em uma segunda revisão mais detalhada, onde a equipe moderadora reconheceu que eles violavam as políticas do Facebook.

Reprodução
As ruas de Kenosha, nos Estados Unidos, foram tomadas por manifestantes após as mortes em 25 de agosto. Créditos: Michael R. Schmidt/Shutterstock

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A reunião interna 

Zuckerberg fez uma reunião no dia 27 de agosto com todos os seus funcionários para falar sobre o erro em relação ao evento da milícia. Na reunião, funcionários conversaram com o CEO sobre como a plataforma tem recebido eventos e páginas com discurso de ódio.

Um funcionário alertou que as denúncias ao evento representaram boa parte das sinalizações recebidas no dia. “Para colocar esse número em perspectiva, ele correspondeu a 66% de todos os relatórios de eventos daquele dia”, disse.

Durante a reunião, funcionários alertaram ao CEO que ele estaria permitindo a disseminação de ódio na plataforma. “Em que ponto assumimos a responsabilidade de permitir que a bile cheia de ódio se espalhe por nossos serviços?”, questionou um empregado. “Antissemitismo, conspiração e supremacia branca exalam nossos serviços”, completou.

Fonte: BuzzFeed News