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Ao fim de sua vida, uma estrela é capaz de emitir tanta energia quanto nosso Sol em bilhões de anos. Esse é um momento único, que dura apenas poucos dias. Felizmente, a Nasa possui um grande paparazzi intergaláctico para registrar essa supernova: o Telescópio Espacial Hubble. E as imagens capturadas por ele são incríveis.

As fotografias foram reunidas em um filme que mostra a colossal explosão estelar, seguida pelo desaparecimento da estrela na galáxia espiral NGC 2525, localizada a 70 milhões de anos-luz de distância da Terra.

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Reprodução

Galáxia NGC 2525, onde ocorreu a explosão. Imagem: ESA/Hubble/Nasa

O Hubble começou a observar a estrela SN 2018gv em fevereiro de 2018, algumas semanas depois de um astrônomo amador detectar uma supernova na região. Os pesquisadores usavam a supernova como parte de um programa para medir com precisão a taxa de expansão do universo – elas servem como uma régua para medir a distância entre as galáxias.

O lapso temporal abrange quase um ano e mostra a estrela aparecendo pela primeira vez como o ponto mais brilhante nas bordas externas da galáxia, ofuscando as outras estrelas. Em seguida, ela desaparece. Assista:

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A estrela, uma anã branca, formava um sistema binário com uma segunda estrela, agregando material de sua vizinha e crescendo. O sistema começou a esquentar, aumentou de tamanho e tornou-se uma bomba atômica gigantesca, explodindo em uma supernova.

“Nenhuma exibição de fogos de artifício terrestre pode competir com essa supernova, capturada em sua glória enfraquecida pelo Telescópio Espacial Hubble”, disse Adam Riess, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial (STScl) e vencedor do Prêmio Nobel de Física de 2011, em um comunicado da ESA.

Supernovas como essa atingem o pico com a mesma intensidade de brilho, e por isso são chamadas de “velas padrão”. Elas atuam como uma fita métrica que mede a velocidade da expansão do universo ao nosso redor, conhecido também como constante de Hubble. Graças a quase 30 anos de operações do Hubble, os pesquisadores puderam aprimorar essa constante, possibilitando que aprendêssemos mais sobre a origem de nosso universo.

Via: Phys.org