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A vacina russa contra Covid-19, a Sputnik-V, ainda não tem uma previsão para início dos testes no Brasil. Mesmo com parcerias fechadas com os governos do Paraná e da Bahia para os ensaios clínicos e para produção e distribuição, ainda não há uma estimativa de quando isso será colocado em prática.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que dá o aval para o andamento das pesquisas de vacinas, informou à agência Reuters que ainda não foi solicitado formalmente o pedido para início dos testes clínicos da Sputnik-V.

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A agência nota, no entanto, que discussões sobre o assunto já ocorreram, tanto virtualmente quanto presencialmente, para poder viabilizar o início dos testes.

A vacina russa segue envolta em polêmica. Depois de obtenção de registro em seu país de origem sem concluir todas as etapas necessárias para aferir segurança e eficácia, os pesquisadores publicaram os resultados das pesquisas na revista Lancet, mas ainda assim a comunidade científica se manteve cética. Isso porque algumas das informações sobre a produção de anticorpos dos voluntários estavam duplicadas, o que é uma coincidência incrível ou indício de fraude ou, no mínimo, de dados incorretos.

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Enquanto isso, outras vacinas estão avançando. A Anvisa já começou a receber as informações preliminares para análise das pesquisas da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, que conta com um acordo de produção e distribuição nacional pela Fiocruz, e dos estudos da Sinovac, que tem parceria com o Instituto Butantan.

Os estudos estão tirando proveito de um novo sistema chamado de submissão contínua. Em vez de oferecer os dados à Anvisa apenas na conclusão dos estudos, os pesquisadores estão enviando as informações aos poucos, conforme elas são acumuladas, o que permitiria um parecer mais rápido ao final da pesquisa. Foi um método encontrado pela Anvisa para acelerar a revisão.