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Anuj Sharma, diretor nacional da Poco na Índia, explicou porque alguns de seus novos telefones são, na realidade, relançamentos de modelos da Xiaomi, que é dona da marca. Ele relata que a decisão é movida principalmente por aspectos mercadológicos e específicos do contexto indiano.

O executivo relata que a entrada de determinados smartphones pela marca da Xiaomi dificulta o reconhecimento e entendimento dos consumidores locais. Além disso, ele comenta que é importante que o nome da Poco esteja mais presente no país, com um maior número de opções nas prateleiras. “Poco ainda é uma marca nova e desenvolver novos telefones para cada série é uma tarefa difícil.”, comentou.

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Em sua entrevista, ele também comenta que o relançamento de telefones rebatizados sob outras marcas pertencentes à Xiaomi não é uma novidade. Este é um processo que ocorre com bastante frequência e ajuda a desenvolver o conhecimento do público com cada marca. “O primeiro celular da OnePlus – OnePlus One – foi um dispositivo Oppo rebatizado e semelhante foi o caso com o primeiro smartphone da Realme. As marcas costumam seguir essa estratégia e isso não é nada novo no caso de Poco”, completou.

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O aparelho Poco C3, anunciando recentemente, possui especificações idênticas ao Redmi 9C. Imagem: Poco/Reprodução

A utilização de smartphones com novos nomes em entressafras de gerações desenvolvidas com maior cuidado também é um artifício que Sharma indica em sua fala. “O Poco F1 foi um celular que mudou o mercado e os consumidores esperam o mesmo do sucessor. O Poco F2 Pro não é esse dispositivo. Estamos trabalhando para trazer um verdadeiro sucessor para o Poco F1, mas vai levar algum tempo para desenvolvê-lo”, completa.

Isto não quer dizer, no entanto, que a Poco viverá exclusivamente de relançamentos utilizando sua marca. Sharma comenta que o desenvolvimento de produtos próprios é o objetivo final, mas que se faz necessário estar alinhado a uma boa popularidade no mercado.

Importância da Índia para a Xiaomi

A Índia é um dos mercados de maior destaque da Xiaomi. Ela é a fabricante de telefones com maior fatia de mercado da grande massa de usuários de telefone do país, representando 31% dos aparelhos celulares dos mais 400 milhões de telefones ativos no país.

Por isso, solidificar suas outras marcas neste contexto é uma estratégia importante para a companhia chinesa.

Fonte: Indian Express