Nasa mostra as primeiras imagens do pouso no asteroide Bennu

Em uma entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (21), a Nasa divulgou as primeiras imagens do pouso bem-sucedido da sonda OSIRIS-REx no asteroide 101955 Bennu. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal Nasa TV no YouTube. 

Lançada em setembro de 2016, a OSIRIS-REx orbitou Bennu durante cerca de dois anos antes que a Nasa tentasse uma operação chamada TAG (Touch and Go) que consiste em um toque rápido na superfície do asteroide, coleta de amostras e retorno à órbita.

A agência espacial divulgou um vídeo (que na verdade é uma série de 82 imagens) da manobra do ponto de vista da nave. Dados preliminares indicam que o TAGSAM, o braço que fez a coleta da amostra, tocou a superfície de Bennu por aproximadamente 6 segundos, após o qual a espaçonave realizou uma queima de retorno. 

A ação não foi simples, porque, em uma escala astronômica, o asteroide Bennu é muito pequeno. Nas palavras da própria Nasa, o feito é equivalente a pousar uma van em um edifício do tamanho do Empire State, em Nova York. A superfície rochosa e irregular do asteroide representou outro desafio. O pouso foi realizado em uma cratera chamada Nightingale, escolhida por ser uma das poucas áreas limpas da superfície.

O TAGSAM é projetado para capturar o material da superfície depois de agitada – a equipe da missão avaliará a quantidade de amostras por meio de várias atividades da espaçonave. Após o toque, a espaçonave disparou seus propulsores para se afastar de Bennu. A espaçonave estava viajando a 10 cm/s quando contatou o local da amostra, e depois se afastou a 40cm/s.

As imagens cobrem um período de aproximadamente cinco minutos. A sequência de imagens começa a cerca 25 metros acima da superfície, e o vídeo encerra com a OSIRIS-REx a aproximadamente 13 metros de altitude (cerca de 35 segundos após o recuo). 

O objetivo da Nasa é coletar material da superfície de Bennu. Segundo a agência, o asteroide contém material do início do Sistema Solar, e pode representar uma verdadeira “cápsula do tempo” para compreender os precursores moleculares da vida e dos oceanos da Terra.

As amostras coletadas pela OSIRIS-REx deverão retornar à Terra em 24 de setembro de 2023, quando uma cápsula pousará, auxiliada por paraquedas, no Centro de Testes e Treinamento das Forças Armadas do EUA.

Esta post foi modificado pela última vez em 21 de outubro de 2020 19:10

Compartilhar
Deixe seu comentário