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Finalmente chegou o dia. Após anos de críticas e até mesmo de abandono, a Microsoft colocou a pá de cal definitiva sobre o Internet Explorer. Agora, a empresa começará a forçar a abertura de links no Edge, o seu navegador mais moderno, forçando a migração por parte dos usuários que ainda insistem no IE.

Desde que lançou o Windows 10, a Microsoft passou a promover o Edge como sua nova alternativa de browser. No entanto, a empresa não podia remover o Internet Explorer do sistema por questão de compatibilidade; muitas companhias ainda utilizam apps ultrapassados que não funcionam com outros navegadores, e o navegador manteve-se escondido para evitar muitos transtornos. Outros tantos usuários simplesmente se recusaram a usar novos browsers. Agora, no entanto, a abordagem será mais agressiva.

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A partir do lançamento da versão 87 do Edge, programada para ser lançada em novembro, todos os usuários começarão a receber alertas contra o uso do IE quando acessarem uma lista de 1.156 páginas, selecionadas por engenheiros da própria Microsoft. Entre os sites listados estão alguns dos mais populares da web, como o Facebook, YouTube, Instagram e Twitter.

Quando alguém tentar abrir um desses sites listados no Internet Explorer, o Windows abrirá uma janela do Edge com um aviso de que aquela página não é mais compatível com o IE e que a “Microsoft recomenda continuar com o Edge para experimentar mais velocidade, desempenho e segurança”. Não há a opção de evitar o aviso; a única opção é transferir seus dados para o novo navegador para torná-lo padrão.

Apesar de empurrar ainda mais o IE para o território do esquecimento, a Microsoft ainda não o excluirá em definitivo do Windows. A versão corporativa do sistema ainda permitirá o estabelecimento de políticas de grupo que continuarão a possibilitar o uso do Internet Explorer para navegar pelos sites na lista de proibidos da Microsoft. Além disso, as medidas valem apenas para os sistemas que têm os dois browsers instalados; em computadores em que os administradores de TI decidiram permitir apenas o IE, nada muda.

O bloqueio do Internet Explorer tem sido implementado por meio de atualizações silenciosas no Edge ao longo dos últimos meses. O navegador começou a instalar uma DLL no Windows chamada “ie_to_edge_bho.dll”; BHO, no caso, são extensões para o IE, como nota o site ZDNet, que são carregadas no navegador por meio de uma chave no registro toda vez que o browser é aberto.

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